O
inquérito, entregue ao Judiciário na sexta-feira (23), também informa que outras pessoas ainda não identificadas podem ter participação na morte e
no desaparecimento da contadora, que não é vista desde 30 de janeiro. Para a polícia, Landfeldt pagou uma quantia em dinheiro para que o jovem e outras pessoas
executassem Sandra.
Conforme o documento, as buscas para encontrar provas do crime ou até mesmo o corpo da mulher, mãe de quatro filhos, irão
continuar, mesmo com o inquérito já remetido à Justiça. São aguardados também outros resultados de diligências já feitas pelos
agentes.
A reportagem entrou em contato com a polícia para outras informações do indiciamento, como se os apontados responderão por
ocultação de cadáver, mas, até a publicação da notícia, a delegada Cristiane Van Riel Santos, responsável pelo caso, não
atendeu as ligações. João Taborda, advogado do vereador, não retornou às seis chamadas de GaúchaZH.
A Polícia
Civil disponibiliza dois telefones para denúncias a respeito do caso: (55) 98418-7841 ou 181.
Relembre o caso
Em 30 de
janeiro deste ano, Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, foi vista pela última vez nas primeiras horas da manhã, quando saía de sua residência para ir até
Palmeira das Missões.
O carro da contadora, uma caminhonete Ford Ranger foi encontrado, e no dia 31 uma perícia comprovou que não havia
impressões digitais no veículo.
Em 23 de fevereiro, a polícia prendeu o então presidente da Câmara de Vereadores de Boa Vista das
Missões, Paulo Ivan Landfeldt, e um jovem de 22 anos, que teve o nome preservado para evitar o vazamento de informações. Na época, o jovem disse em depoimento
que Landfeldt havia pedido a ele que sequestrasse e matasse a mulher.
A polícia monitorou o vereador e descobriu que, sem informar os investigadores, ele
estava trocando telefonemas e mensagens com o grupo que supostamente teria sequestrado Sandra.
O parlamentar declarou que estava sendo extorquido por pessoas do
Alto Uruguai, que pediam resgate em troca da libertação da mulher.
Em 1º de março, o jovem deu nova versão, na qual afirmou
não saber o paradeiro de Sandra e que entrou em contato com o vereador após ver as notícias em uma rede social. O homem não soube informar o motivo para apontar
o político como participante na ação que teria culminado na morte da contadora.