A casa onde morava o suspeito de ter raptado e matado Naiara Soares Gomes, de 7 anos, em Caxias do
Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, foi demolida pelos proprietários do imóvel na tarde desta sexta-feira (23).
De acordo com a proprietária,
que não quis se identificar, não havia motivo para continuar com a casa. Ela afirmou que a decisão foi tomada depois de autorização da Polícia
Civil.
De acordo com a proprietária, que não quis se identificar, não havia motivo para continuar com a casa. Ela afirmou que a decisão
foi tomada depois de autorização da Polícia Civil.
"Quem vai querer morar nessa casa? Nem eu ia querer", afirma a
proprietária.
Na madrugada de quinta-feira (22), a residência sofreu uma tentativa de incêndio devido à revolta que o caso gerou
na população. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foi atirado um líquido inflamável na porta da residência.
Os vizinhos agiram
para controlar as chamas com baldes de água até a chegada das equipes de emergência. Quando os bombeiros chegaram ao local, fizeram rescaldo para evitar novos focos de
incêndio.
Sobre o caso
A menina Naiara desapareceu no dia 9 após sair de casa acompanhada do primo, de 15
anos, para ir ao colégio. Ela foi apanhada pelo suspeito que passava pela região em um veículo de cor branca. Por meio desse carro, a polícia conseguiu chegar ao
suspeito.
"Ele já tinha passado em outras escolas com esse objetivo, 6h e pouco da manhã, por volta de 7h10, raptou Naiara, oferecendo um bichinho
de pelúcia como se fosse uma mochila para ela entrar no veículo", diz o delegado Paulo Roberto Rosa da Silva.
Os muros da escola onde Naiara
estudava receberam desenhos e mensagens de paz. Os servidores, no entanto, não quiseram falar por orientação da prefeitura.
Após ser
preso, o homem confessou com detalhes como sequestrou e matou Naiara naquela sexta-feira. "Admitiu que havia matado", disse o delegado.
A notícia da
localização do corpo e detenção do suspeito causou revolta na população. Foram realizados atos pedindo justiça e a rodovia BR-116 foi
bloqueada por cerca de uma hora durante a madrugada de quinta-feira (22).
Durante a manhã, o suspeito que confessou o crime foi transferido de presídio
por questões de segurança. Seu nome só deve ser divulgado após a obtenção da prisão preven tiva.
"Devemos
reunir todas essas provas concretas com o objetivo de que seja condenado, e certamente o será, em cima de um trabalho de investigação muito elaborado nesses 13 dias que
ficamos na investigação para se chegar a autoria", afirma Silva.