Três pessoas foram mortas a tiros em Salto do Jacuí, cidade de 12 mil habitantes
no noroeste do Estado, nesta segunda-feira (26). A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os crimes estejam relacionados com uma disputa de traficantes de drogas. Entre
as vítimas está o menino Luciano Graeff Martins, 10 anos, que foi baleado junto com a mãe no pátio da casa onde morava.
A
sequência de crimes, que deixa em um único dia a metade de mortos que a pequena cidade teve em todo o ano de 2017, começa com um crime que a polícia descobriu na
tarde de segunda. O corpo de Dionatan Ferreira dos Santos, 17 anos, foi encontrado em uma estrada de pouca movimentação. Segundo a Polícia Civil, o rapaz foi morto a
tiros possivelmente durante a madrugada. Enquanto os policiais estavam na cena do crime, foram chamados via rede de rádio para irem a um outro local, o bairro Cruzeiro, onde ocorria
um tiroteio.
Policiais civis e da Brigada Militar chegaram até uma casa e encontraram Altair Fernando Graeff, 36 anos, morto com "vários tiros de
três calibres diferentes" disparados por, pelo menos, cinco atiradores, segundo o delegado Rafael dos Santos. Em seguida, os policiais estiveram em uma outra residência
próxima, onde encontraram baleados o menino Luciano, a mãe dele, de 39 anos, e mais duas mulheres de 22 e 21 anos.
O menino acabou morrendo durante a
noite no Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta. A mãe dele e a jovem de 22 anos estão em estado grave na mesma instituição. A outra jovem ainda
hospitalizada não corre risco de vida.
As investigações da delegacia local indicam que todos os crimes estão ligados à mesma
disputa entre traficantes de drogas. Segundo o delegado, há suspeitas de que Altair esteja envolvido no assassinato de Dionatan. Isso teria motivado o ataque contra a casa de Altair
e a do menino de 10 anos, que é primo dele.
Ainda de acordo com a polícia, há notícias recentes de que uma facção do
tráfico de drogas com alta influência em presídios gaúchos está atuando recentemente no município. Um dos grupos envolvidos nas mortes teria
ligações com a quadrilha. Um dos indícios é a alta violência aplicada nos ataques e a forma como ocorreu. Os bandidos incendiaram o carro usado no
transporte até o local dos tiroteios - o que impede os policias de encontrar digitais.
Duas testemunhas dos ataques já foram ouvidas pela
polícia. Ao longo desta terça-feira, mais pessoas devem ser chamadas para depor.