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27/02/2018 | 11:33 | Polícia

Menino de 10 anos e mais duas pessoas são assassinados em Salto do Jacuí

Polícia trabalha com hipótese de que disputas entre traficantes tenham motivado os crimes

Polícia trabalha com 

hipótese de que disputas entre traficantes tenham motivado os crimes
Cleber Moura (Rádio Geração)
Três pessoas foram mortas a tiros em Salto do Jacuí, cidade de 12 mil habitantes no noroeste do Estado, nesta segunda-feira (26). A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os crimes estejam relacionados com uma disputa de traficantes de drogas. Entre as vítimas está o menino Luciano Graeff Martins, 10 anos, que foi baleado junto com a mãe no pátio da casa onde morava.  
A sequência de crimes, que deixa em um único dia a metade de mortos que a pequena cidade teve em todo o ano de 2017, começa com um crime que a polícia descobriu na tarde de segunda. O corpo de Dionatan Ferreira dos Santos, 17 anos, foi encontrado em uma estrada de pouca movimentação. Segundo a Polícia Civil, o rapaz foi morto a tiros possivelmente durante a madrugada. Enquanto os policiais estavam na cena do crime, foram chamados via rede de rádio para irem a um outro local, o bairro Cruzeiro, onde ocorria um tiroteio.
Policiais civis e da Brigada Militar chegaram até uma casa e encontraram Altair Fernando Graeff, 36 anos, morto com "vários tiros de três calibres diferentes" disparados por, pelo menos, cinco atiradores, segundo o delegado Rafael dos Santos. Em seguida, os policiais estiveram em uma outra residência próxima, onde encontraram baleados o menino Luciano, a mãe dele, de 39 anos, e mais duas mulheres de 22 e 21 anos.
O menino acabou morrendo durante a noite no Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta. A mãe dele e a jovem de 22 anos estão em estado grave na mesma instituição. A outra jovem ainda hospitalizada não corre risco de vida. 
As investigações da delegacia local indicam que todos os crimes estão ligados à mesma disputa entre traficantes de drogas. Segundo o delegado, há suspeitas de que Altair esteja envolvido no assassinato de Dionatan. Isso teria motivado o ataque contra a casa de Altair e a do menino de 10 anos, que é primo dele. 
Ainda de acordo com a polícia, há notícias recentes de que uma facção do tráfico de drogas com alta influência em presídios gaúchos está atuando recentemente no município. Um dos grupos envolvidos nas mortes teria ligações com a quadrilha. Um dos indícios é a alta violência aplicada nos ataques e a forma como ocorreu. Os bandidos incendiaram o carro usado no transporte até o local dos tiroteios - o que impede os policias de encontrar digitais.
Duas testemunhas dos ataques já foram ouvidas pela polícia. Ao longo desta terça-feira, mais pessoas devem ser chamadas para depor.
Fonte: Gaúcha ZH
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