A autoria do tiro que matou um
refém após um assalto a banco no Vale do Taquari ainda é desconhecida. A Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, que investiga o ataque a duas agências
bancárias em Arvorezinha e a morte do agricultor Gelson Coproski, 33 anos, ainda não recebeu o laudo balístico do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que pode
indicar de qual arma partiu o disparo que matou Coproski.
Segundo delegado federal Kleber Bicas Guedes de Santa Cruz do Sul, o homem que foi preso no mesmo dia do
ataque às agências, em 7 de dezembro, disse, em um primeiro momento, que conhecia os membros da quadrilha e teria apontado até apelidos, mas em um segundo depoimento
negou ter participado do crime.
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— Ele chegou a dizer em um segundo depoimento que não conhecia ninguém, que
apontaram uma arma para a cabeça dele e o obrigaram a participar da ação — diz o delegado.
Até o momento, só o homem preso
em dezembro continua detido. Para o delegado, o uso de máscaras e luvas pelos assaltantes dificulta a identificação dos demais suspeitos.
A
assessoria do IGP informou que qualquer informação sobre a perícia só poderá ser fornecida pelo delegado, pois corre em segredo de Justiça. Ao ser
questionado o motivo da demora na entrega dos laudos, a assessoria também alegou que as informações só poderão ser fornecidas pela polícia.