Santa Catarina começa a temporada de verão com quatro locais
com o selo Bandeira Azul, título de programa internacional de certificação ambiental para praias, marinas e embarcações. A Praia Grande, em Governador
Celso Ramos, e a Lagoa do Peri, em Florianópolis foram aprovados por mais um ano, além da marina Iate Clube de Santa Catarina, na Capital. A novidade deste ano é que o
Estado teve a primeira embarcação sustentável aprovada na América Latina, da operadora Água Viva Mergulho, também da Capital. Das 10 bandeiras no
Brasil para esta temporada, quatro estão hasteadas no Estado.
E a expectativa é que este número suba ainda mais na próxima temporada.
A coordenadora nacional Bandeira Azul no Brasil, Leana Bernardi, lembra que Balneário Camboriú tem três praias na fase piloto, a Praia do Estaleiro, Estaleirinho e
Taquaras, e que podem receber a certificação em 2018. Além disso, é possível que Governador Celso Ramos consiga certificar novamente a praia de Palmas -
que perdeu a bandeira no ano passado pelo critério de balneabilidade. O município inscreveu outras duas praias no projeto piloto: Magalhães e Baía dos
Golfinhos.
Segundo Leana, as cidades de Balneário Piçarras e Bombinhas também estão em negociação, inclusive já
receberam visitas e relatórios da entidade, porém ainda não definiram as praias que devem fazer parte do programa. Para uma praia receber a classificação
da Bandeira Azul, a prefeitura precisa encaminhar a solicitação e então entrar no projeto piloto. Serão dois anos para o local cumprir todos os critérios
do programa. Depois passará por uma avaliação nacional e internacional. A coordenadora reforça o protagonismo de SC nas certificações, além
da importância para o turismo na região:
– É uma característica do Estado investir mais em turismo. Temos tido sempre boa
aceitação dos municípios. Nosso verão em SC é superconcorrido e as pessoas vêm e encontram muitas praias com problemas. Esse público que vem
de longe e vai ficar mais tempo procura um diferencial e essa certificação pode dar esse diferencial. E o público do Exterior também dá muito valor para
ações de cuidados do meio ambiente, sustentabilidade e educação ambiental. Então a certificação coloca esses lugares na vitrine
mundial.
Para Leana, a expectativa é que mais praias e marinas catarinenses participem do programa, até porque a sede da empresa é no Estado.
Além disso, como mudou a gestão dos municípios, é um período para novos projetos.
Sobre a certificação da
embarcação sustentável, Leana lembra que essa modalidade começou mundialmente no ano passado com 30 empresas e neste ano foram 70 aprovadas.
– É bem importante para o público, principalmente para o público europeu que conhece mais a certificação, sentir a tranquilidade de ter aqui
empresas no mesmo nível que eles conhecem lá – acrescenta.
Por dentro da certificação
A
Bandeira Azul é uma certificação com respaldo da ONU, Organização Mundial de Turismo, Organização Mundial de Saúde e
Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente nacional. Ela comprova que o lugar tem um projeto de sustentabilidade para manter as características de um bom lugar para curtir o
verão. O programa faz certificações em três categorias: praias, marinas e embarcações de turismo. E tem como base quatro pontos fundamentais:
qualidade da água, segurança, gestão e educação ambiental.
O Programa Bandeira Azul começou na França em 1985 e em
2004 chegou ao Brasil. O programa é gerido pela ONG Fundação para Educação Ambiental (Foundation for Environmental Education) e no Brasil pelo Instituto
Ambientes em Rede, de Florianópolis.
Pontos aprovados para a temporada 2017/2018
Praias
Praia Grande - Governador Celso Ramos/SC
Lagoa do Peri - Florianópolis/SC
Praia do Tombo - Guarujá/SP
Prainha - Rio de Janeiro/ RJ
Praia de Ponta de Nossa Senhora do Guadalupe, Ilha do Frade - Salvador/BA
Marinas
Iate Clube de Santa Catarina (sede centro) - Florianópolis/SC
Marina Costabella - Angra dos Reis/RJ
Marinas Nacionais -
Guarujá/SP
Marina Kauai - Ubatuba/SP
Embarcações de Turismo Sustentável
Água Viva
Mergulho - Florianópolis/SC