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09/11/2017 | 05:37 | Polícia

Agente da Fase é preso sob suspeita de mandar matar a mulher em Uruguaiana

Caroline Moraes Tubino, 30 anos, foi espancada e morta com tiro na nuca no dia 24 de julho. Polícia acredita que Nilson Lucas Amaral, de 49 anos, tenha encomendado crime por ciúme

Caroline Moraes Tubino, 30 anos, foi espancada e morta com tiro na nuca no dia 

24 de julho. Polícia acredita que Nilson Lucas Amaral, de 49 anos, tenha encomendado crime por ciúme
Nilson Lucas Amaral, de 49 anos, foi preso nesta quarta-feira (8) por suspeita de matar a companheira em Uruguaiana (Reprodução/RBS TV)
Um agente da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) foi preso na tarde desta quarta-feira (8) em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, suspeito de mandar matar a mulher, que também trabalhava na instituição.
De acordo com a Polícia Civil, Nilson Lucas Amaral, de 49 anos, foi o responsável por planejar a execução de Caroline Moraes Tubino, de 30 anos, com quem morava junto e tinha uma relação há três anos. Ela foi espancada e morta com um tiro na nuca, na manhã do dia 24 de julho, no estacionamento do prédio onde morava, no Centro da cidade.
A investigação não conseguiu identificar o autor das agressões e do disparo, mas concluiu que Amaral foi o mandante do crime e facilitou o acesso do assassino ao prédio. Conforme a delegada Caroline Huber, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Uruguaiana, a apuração dos fatos levou mais de dois meses e contou com cerca de 50 testemunhas.
"Ele planejou meticulosamente a sua ausência para criar um álibi que ele imaginou que jamais seria pego, por não estar no local do crime no momento do fato", conta.
Durante o inquérito, o agente da Fase chegou a ser ouvido inicialmente como testemunha, e depois, quando foi interrogado como suspeito, permaneceu em silêncio. A polícia entende que ele mandou matar a vítima por ciúme.
Amaral foi encaminhado à Penitenciária Modulada de Uruguaiana e preso preventivamente por feminicídio triplamente qualificado: por ser um crime contra mulher, não dar oportunidade de defesa à vítima e ter motivo fútil.
A defesa do suspeito alega inocência, mas preferiu não se manifestar sobre o caso.
Fonte: G1
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