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04/11/2017 | 20:33 | Polícia

Uruguaio que disse ter participado de operação para matar Jango volta a ser preso em Porto Alegre

Ronald Mario Neyra Barreiro já havia sido preso na capital gaúcha em julho de 2015. Em 2006, enquanto cumpria pena em Charqueadas, estrangeiro deu relato sobre a ditadura militar

Ronald Mario Neyra Barreiro já havia sido preso na capital gaúcha em julho de 2015. Em 2006, enquanto cumpria pena em Charqueadas, estrangeiro deu relato sobre a ditadura 

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Prisão de Barreiros em 2015 pela Brigada Militar, também na capital (Foto: Divulgação/BM) (Divulgação/BM)
A Polícia Federal prendeu na tarde desta sexta-feira (3) em Porto Alegre o ex-espião da ditadura uruguaia Ronald Mario Neyra Barreiro, que disse ter participado de uma operação para planejar a morte do ex-presidente brasileiro João Goulart. Ele foi encontrado por volta das 15h30 no Centro da capital gaúcha.
Segundo a PF, o mandado de prisão para extradição foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido das autoridades uruguaias. Barreiro já havia sido preso na capital gaúcha em julho de 2015. Além de estar foragido, ele portava documento falso, segundo informou na época a Brigada Militar.
Em 2006, quando cumpria pena por crimes comuns em Charqueadas, na Região Carbonífera do estado, Barreiro afirmou em depoimento que espionava Jango durante o exílio e que teria participado de uma operação para trocar os remédios do ex-presidente por uma substância mortal.
O depoimento foi uma das evidências que levaram a Comissão Nacional da Verdade (CNV) a determinar a exumação do corpo de Jango com objetivo de realizar uma perícia para apurar a causa da morte.
A exumação foi realizada em novembro de 2013 no cemitério onde o ex-presidente foi enterrado, em São Borja, sua terra natal. O resultado da perícia foi apresentado em dezembro de 2014 e não encontrou sinais de envenenamento.
Presidente deposto no golpe militar de 1964, Jango foi exilado e morreu na Argentina, em 1976. A causa oficial da morte foi infarto.
Familiares do ex-presidente acreditam que ele foi assassinado em uma ação da Operação Condor, aliança entre as ditaduras militares da América do Sul para perseguir opositores dos regimes. A suspeita levantada era de envenenamento por cápsula colocada no frasco de medicamentos que ele tomava para combater problemas no coração.
Fonte: G1
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