Foi prorrogada por cinco dias, neste domingo, a prisão
temporária de Evandro Wirganovicz, indiciado por homicídio e ocultação de cadáver pela morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos. A decisão, do juiz
Marco Luís Agostini, da Comarca de Três Passos, atende um pedido do Ministério Público. Evandro está preso desde o dia 10 de maio, em razão de
mandado de prisão temporária, cujo prazo de 30 dias iria vencer no final do dia.
Motorista, ele é irmão da assistente social
Edelvânia Wirganovicz, presa há mais de um mês e também ré pela morte do garoto. Leandro Boldrini, pai de Bernardo, e a madrasta, Graciele Ugulini,
estão presos desde 14 de abril, quando o corpo de menino foi encontrado enterrado no município de Frederico Westphalen, no Norte do estado. O trio foi denunciado por
homicídio qualificado.
De acordo com o nota divulgada no site do Tribunal de Justiça do Estado, o MP solicitou o adiamento da prisão de
Evandro para analisar a denúncia e a pedido da prisão preventiva dele, solicitada pela polícia de Três Passos. O MP não descarta que sejam
necessárias diligências complementares da polícia para incluir na denúncia já aceita pela Justiça, que até então só fazia
referência à ocultação de cadáver, o crime de homicídio, pelo qual Evandro foi indiciado na sexta-feira. Conforme o inquérito, o homem teria
sido o responsável por cavar o buraco onde o corpo da criança foi deixado.
Ao conceder a prorrogação do prazo, o juiz afirmou que a
soltura imediata de Evandro, poderia prejudicar a comprovação de possíveis culpas e causar "frustração da aplicação da lei penal"
em um caso que "apura fatos de extrema gravidade".
Inocentado pela irmã
Depois que ficou sabendo da prisão do
irmão, Edelvânia escreveu uma carta inocentando o motorista. O relato, escrito na cela onde ela está recolhida, na Penitenciária Estadual Feminina de
Guaíba, na Região Metropolitana, garante que Evandro não tem qualquer envolvimento com o assassinato do menino.
— Meu irmão não
participou — escreveu ela.
No primeiro depoimento que prestou à Polícia Civil, o motorista afirmou que não esteve no local onde o corpo de
Bernardo foi encontrado. Depois, em um segundo depoimento, ele admitiu que foi ao local, mas que teria ido pescar. O carro dele foi visto no matagal por uma testemunha.?