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11/10/2017 | 12:38 | Praia Notícias | Polícia

Um mês após assassinato de turista em Florianópolis, suspeitos não foram presos

Conforme delegado responsável, investigação ainda está em andamento

Conforme delegado responsável, investigação ainda está em andamento
Segundo amigo, Jadson havia viajado a Florianópolis para aproveitar o feriadão (Reprodução/Facebook)
Nesta quarta-feira (11) completa um mês da morte de Jadson de Andrade, turista paulista de 30 anos encontrado morto na praia do Moçambique, em Florianópolis. O assassinato foi filmado e divulgado em redes sociais. Conforme a Delegacia de Homicídios, nenhum dos suspeitos foi preso.
"Nós estamos procedendo com as investigações", informou o delegado Ênio Matos. A delegacia não informou se algum dos suspeitos que aparecem nos vídeos foi identificado e se mais testemunhas foram ouvidas.
No começo da investigação, a Polícia Civil informou que a suspeita é que Jadson tenha sido morto por engano por membros de uma organização criminosa. A vítima era promotor de vendas de uma empresa de cerveja no estado de São Paulo.
Execução filmada
A execução a tiros foi filmada. Nas imagens que circulam em redes sociais, Jadson aparece em um carro com ferimento na boca e ao menos duas armas apontadas para a cabeça.
Nos diálogos, os suspeitos pedem que ele admita ser de um grupo criminoso rival que atua em São Paulo. Jadson nega e diz trabalhar como promotor em uma empresa de cervejas.
Em outro vídeo, ele aparece sendo executado a tiros na praia. Ao menos três pessoas podem ser vistas nas imagens. É possível ouvir os criminosos comemorando e enaltecendo o nome de sua organização.
Família e amigos lamentam
"Meu irmão era uma ótima pessoa, tinha 30 anos, mas era bobo. Não tinha maldade", contou Daniela Silva, irmã de Jadson.
"Mataram com crueldade, pensaram que o meu irmão era de um grupo criminoso. Gravaram a morte dele. Queremos a justiça sendo feita”, disse Daniela.
Jadson chegou em Florianópolis no dia 8 de setembro com uma amiga e iria ficar até quinta em um hotel em Canasvieiras, no Norte da Ilha. 
Na noite de 10 de setembro, ele saiu para dar uma volta. Foi sozinho, pois a amiga não estava se sentindo bem, segundo Douglas Falcão, amigo de Jadson há 11 anos.
"Não sei como [os assassinos] chegaram à conclusão de que ele seria de um grupo criminoso, ele nunca teve nenhum tipo de ligação com o crime", disse Douglas.
Fonte: G1
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