Nesta quarta-feira (11) completa um mês da morte de
Jadson de Andrade, turista paulista de 30 anos encontrado morto na praia do Moçambique, em Florianópolis. O assassinato foi filmado e divulgado em redes sociais. Conforme a
Delegacia de Homicídios, nenhum dos suspeitos foi preso.
"Nós estamos procedendo com as investigações", informou o delegado
Ênio Matos. A delegacia não informou se algum dos suspeitos que aparecem nos vídeos foi identificado e se mais testemunhas foram ouvidas.
No
começo da investigação, a Polícia Civil informou que a suspeita é que Jadson tenha sido morto por engano por membros de uma organização
criminosa. A vítima era promotor de vendas de uma empresa de cerveja no estado de São Paulo.
Execução filmada
A execução a tiros foi filmada. Nas imagens que circulam em redes sociais, Jadson aparece em um carro com ferimento na boca e ao menos duas armas apontadas
para a cabeça.
Nos diálogos, os suspeitos pedem que ele admita ser de um grupo criminoso rival que atua em São Paulo. Jadson nega e diz
trabalhar como promotor em uma empresa de cervejas.
Em outro vídeo, ele aparece sendo executado a tiros na praia. Ao menos três pessoas podem ser vistas nas
imagens. É possível ouvir os criminosos comemorando e enaltecendo o nome de sua organização.
Família e amigos lamentam
"Meu irmão era uma ótima pessoa, tinha 30 anos, mas era bobo. Não tinha maldade", contou Daniela Silva, irmã de Jadson.
"Mataram com crueldade, pensaram que o meu irmão era de um grupo criminoso. Gravaram a morte dele. Queremos a justiça sendo feita”, disse Daniela.
Jadson chegou em Florianópolis no dia 8 de setembro com uma amiga e iria ficar até quinta em um hotel em Canasvieiras, no Norte da Ilha.
Na noite de 10 de setembro, ele saiu para dar uma volta. Foi sozinho, pois a amiga não estava se sentindo bem, segundo Douglas Falcão, amigo de Jadson há 11
anos.
"Não sei como [os assassinos] chegaram à conclusão de que ele seria de um grupo criminoso, ele nunca teve nenhum tipo de
ligação com o crime", disse Douglas.