A quarta-feira (13)
será mais um dia de mobilização em Curitiba. A capital paranaense, que vive há três anos e meio o clima tenso da Operação Lava-Jato,
será o centro das atenções do país mais uma vez. É que quatro meses depois de prestar o primeiro depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva volta a sentar no banco dos réus da 13ª Vara Federal de Curitiba. Atos de apoio à Lava-Jato e a Lula estão marcados para esta
quarta.
A Frente Brasil Popular realizará manifestação na Praça Generoso Marques, no Centro. A "Jornada de Lutas pela
Democracia" espera reunir, a partir das 15h, cerca de 2,5 mil pessoas, número bem menor do que os 4 mil manifestantes registrados no primeiro depoimento de Lula a Moro.
A partir das 15h, o ato terá apresentações culturais, como a do músico Pereira da Viola, de Minas Gerais, e uma aula pública sobre os
métodos utilizados pela Operação Lava-Jato. A atividade terá a presença do ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. O jurista é
crítico à forma como a operação atua.
Por volta das 18h, começa o ato político que deve contar com a presença de Lula
após o depoimento. Em maio, o ex-presidente discursou após a audiência.
Já os grupos que apoiam a Lava-Jato não quiseram adiantar
detalhes da mobilização desta quarta-feira, alegando questões de segurança. A concentração de público será no Museu Oscar Niemeyer,
no bairro Centro Cívico. A expectativa é de que cerca de 500 pessoas participem, número semelhante ao de maio. Conforme Narli Resende, dos movimentos Curitiba Contra a
Corrupção e Acampamento Lava-Jato, apoiadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de manifestantes da cidade, já confirmaram
presença.
– Não é especificamente contra o ex-presidente. O nosso apoio é contra a corrupção. Quanto maior o cargo,
mais indignadas as pessoas ficam – afirma Narli.
Por decisão judicial, o quiosque montado há um ano e meio em frente ao prédio da
Justiça Federal precisou ser desmontado.
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná reduziu pela metade o efetivo na
operação desta quarta. Serão 1,5 mil agentes de segurança. O motivo é a expectativa menor de público.