O empresário Dilson Stein acredita que conseguirá reverter à
decisão da Justiça do Trabalho que proíbe a agência dele de aceitar crianças e adolescentes com menos de 16 anos em eventos que visem à
seleção e posterior intermediação de mão de obra. A decisão, publicada na sexta-feira (8), é válida para todo o Rio Grande do Sul e
é decorrente de uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Uruguaiana, em razão de eventos que seriam realizados na cidade e em
Alegrete nos dias 3 e 5 de março deste ano.
A decisão também proíbe a Dilson Stein New Models de divulgar em jornal impresso, rádio,
televisão, sites ou redes sociais eventos de seleção e intermediação de mão de obra que tenham como público-alvo crianças e
adolescentes com idade inferior a 16 anos. Além disso, a agência não poderá cobrar valores dos candidatos às vagas de modelo durante as fases da
seleção. O descumprimento de quaisquer das determinações implicará em multa diária de R$ 10 mil por item descumprido.
Em entrevista na Rádio Colonial, Dilson Stein lembrou que a ex-modelo Gisele Bündchen, descoberta por ele, começou a trabalhar aos 13 anos e afirmou que se as
crianças forem proibidas de seguir a profissão de modelo, vão ter de proibir outras atividades, como a participação de crianças que jogam futebol
em peneiras, por exemplo.
— Nós respeitamos a decisão, mas ela é totalmente descabida. Em 32 anos de atividades, eu nunca contratei uma
criança sequer. Quem dá a oportunidade de trabalho para as crianças nesta área são as agências interessadas. Nós fazemos uma pré-
seleção de perfil e depois um treinamento de mercado e, no final, temos um evento em que as agências de modelos fazem contato com as crianças e seus pais. Se
houver interesse, é feito um contrato com autorização do juiz, mas sem a intermediação da Dilson Stein New Models — afirma Stein.