Dois
irmãos, de 17 e 27 anos, suspeitos de atirar contra a casa de um policial civil e um destacamento da PM na madrugada de domingo (6), foram detidos na manhã desta quarta-feira
(6) em Cocal do Sul, no Sul catarinense.
Os dois foram apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa deles. De acordo com a
Polícia Civil, “os irmãos negaram a autoria dos disparos, mas há forte indício de seus envolvimentos” nas ocorrências registradas em Cocal do
Sul.
Na casa deles a polícia apreendeu seis munições de armas de três calibres diferentes, 900g de pólvora e 26 porções de
crack, “além de capacete e vestimentas que coincidem com as que os autores dos disparos vestiam na noite dos atentados”, informou o delegado Divisão de
Investigação Criminal de Criciúma, André Milanese.
Segundo ele, na tarde desta quarta o suspeito de 27 anos estava sendo conduzido ao
presídio de Criciúma. Ele deve ser indiciado por porte de arma, disparo de arma de fogo e participação em organização criminosa. Ainda de acordo
com a polícia, ele tem passagens por roubo a mão armada.
O irmão dele, o adolescente de 17 anos, foi ouvido e liberado. Um auto de
apuração de ato infracional foi instaurado para investigar a suspeita de envolvimento dele no caso.
Ataques em SC
Desde a quinta-feira (31) até esta quarta-feira (6), ao menos 22 cidades de Santa Catarina foram alvo de ataques criminosos. Bases da PM, delegacias, órgãos estaduais e
municipais e casas de policiais foram atingidos, em mais de 50 ocorrências.
Na segunda (28) e na quarta-feira (30), dois policiais militares foram assassinados,
um em Joinville, no Norte do estado, e outro em Camboriú.
O secretário adjunto de Segurança Pública de Santa Catarina, Aldo Pinheiro
D'Ávila, afirmou que os ataques "são fruto de 30 anos de diminuição dos poderes das polícias" e do aumento do tráfico de
drogas.