Moradores de
Maratá, cidade com cerca de 2,5 mil habitantes a pouco mais de uma hora de Porto Alegre, foram acordados na madrugada deste sábado (5) com barulho de explosões e tiros.
Dois bancos foram atacados por criminosos.
Uma das agências foi assaltada no dia 11 de julho e recém havia voltado a funcionar.
Nem o
posto da Brigada Militar que fica ao lado de um dos bancos intimidou os bandidos. No momento do ataque, os policiais estavam atendendo ocorrência em uma cidade vizinha. A
explosão destruiu o prédio e espalhou estilhaços.
"Apavorante, muito preocupante. Todo mundo em pânico. Gritos intimidando a
comunidade a não sair 'pra' rua", lembra o secretário de Agricultura de Maratá, Elson Wadenphul.
"Não tem mais respeito.
Tomou conta", acrescenta o empresário Loivo Weschenfedil.
Segundo a polícia, os bandidos gritavam para tentar intimidar a comunidade. "Duas
e cinco [2h05 da madrugada], por aí, deu o primeiro estouro. Feio, eu escutei. Depois os tiros das armas deles", conta o aposentado José Kirsten.
Ainda
de acordo com a polícia, os assaltantes resolveram explodir uma segunda agência porque, na primeira, havia pouco dinheiro nos caixas eletrônicos. Enquanto se deslocavam,
perceberam a chegada do carro de uma empresa de vigilância. Foi aí que o tiroteio começou. As balas atingiram paredes de uma loja e quebraram as janelas.
A Polícia Civil investiga se a quadrilha que praticou esses ataques é a mesma do assalto de 11 de julho.
"Não posso te afirmar
categoricamente, mas claro que a gente suspeita e vai apurar em todos os sentidos. Pode ser a mesma quadrilha que esteja atuando na região", diz o delegado Marcos Eduardo
Pepe.