Pelo menos por duas temporadas uma máfia para venda de alvarás temporários funcionou tranquilamente na Prefeitura de Itapema. Por
enquanto, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) encontrou provas de que o esquema funcionou em 2015 e 2016. Na manhã desta
terça-feira, foi deflagrada a operação Castelo de Areia, que cumpriu três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e
apreensão em residências, escritórios particulares e em um órgão público.
A operação apura crimes de
concussão e corrupção ativa e passiva, dentre outros. Foi necessário um contingente de 30 policiais integrantes dos grupos regionais dos GAECO de Itajaí,
Florianópolis, Blumenau e Joinville para a execução das ordens judiciais.
A operação Castelo de Areia é resultado de uma
investigação iniciada no ano de 2017 com base em notícia-crime recebida pela 2ª Promotoria de Justiça de Itapema, cujo conteúdo indicava que
servidores públicos daquele município estariam recebendo vantagens indevidas para a concessão ilegal de alvarás para vendedores ambulantes que atuam na cidade
durante o período de veraneio. Estão sendo investigadas as condutas de aproximadamente 15 pessoas. O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério
Público de Santa Catarina (MPSC), Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.