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22/07/2017 | 06:19 | Polícia

Ré no Caso Bernardo tem pedido de separação do julgamento negado pela Justiça do RS

Defesa de Edelvânia Wirganovicz pedia que a acusada fosse submetida a júri popular em separado dos demais réus. Ela, o irmão Evandro, o pai do menino, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, estão presos desde abril de 2014

Defesa de Edelvânia Wirganovicz pedia que a acusada fosse submetida a júri 

popular em separado dos demais réus. Ela, o irmão Evandro, o pai do menino, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, estão presos desde abril de 2014
Edelvânia Wirganovicz é uma das acusadas de ter matado Bernardo Boldrini, em abril de 2014 (Foto: Reprodução/RBS TV)
A Justiça negou o pedido de cisão processual da defesa de Edelvânia Wirganovicz, umas das quatro acusadas pelo homicídio qualificado de Bernardo Boldrini, em abril de 2014 no Norte do Rio Grande do Sul. Ela pedia para ser submetida a júri popular em separado dos demais réus – o pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e seu próprio irmão, Evandro Wirganovicz. Os quatro estão presos em Três Passos, no Noroeste do estado.
O pedido foi negado pela juíza Vivian Feliciano, por considerar que o processo que apura a morte do menino Bernardo deve ser julgado em conjunto para "evitar decisões conflitantes e facilitar a apreciação da prova pelo Conselho de Sentença".
A magistrada também comentou a alegação da defesa de Edelvânia, de excesso de prazo processual. "A tramitação envolvendo réus presos é célere e respeita o regular andamento processual, no caso em específico, o processo aguarda a preclusão da decisão de pronúncia - especialmente, considerando-se o efeito extensivo do recurso especial pendente de decisão", afirma a juíza.
Como está o andamento do caso na Justiça
Desde abril de 2014, os quatro réus estão presos e, atualmente, aguardam julgamento de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em agosto de 2015, o juiz Marcos Luís Agostini sentenciou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz a julgamento popular, pelo homicídio de Bernardo Boldrini.
Conforme denúncia do Ministério Público, eles responderão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Leandro e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia Wirganovicz) e duplamente qualificado (Evandro), ocultação de cadáver e falsidade ideológica (neste caso, só Leandro Boldrini).
Com exceção de Edelvânia, os réus recorreram da decisão, que foi mantida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
O que apontou a investigação
No dia 4 de abril de 2014, Bernardo Boldrini, então com 11 anos de idade, foi dado como desaparecido. Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado envolto em um saco plástico e enterrado em um buraco na área rural de Frederico Westphalen, no Norte do Rio Grande do Sul.
Segundo a investigação da Polícia Civil, ele morreu em razão de uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam aplicado o medicamento que levou o garoto à morte.
Depois, as duas teriam recebido ajuda de Evandro para cavar a cova e ocultar o cadáver. A denúncia do Ministério Público ainda apontou que Leandro Boldrini foi o mentor do crime.
Fonte: G1
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