o menos dez escolas estaduais no Norte catarinense foram alvos de criminosos nos últimos dois meses. Oito delas em Joinville, uma em Araquari e uma em São
Francisco do Sul. A Polícia Civil investiga o caso e acredita que haja aluno envolvido nas ações, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina desta quinta-feira (6).
Os aparelhos de ar-condicionado são os principais alvos, mas há casos também de furto de computadores e até a comida da merenda.
“Roubos de ar-condicionado, instalados ou não, computadores que estejam mais fáceis e vulneráveis naquele momento, eles carregam também. Esses
são os equipamento mais visados por eles nessas últimas ações”, detalha a gerente regional de Educação, Lorena Rothbarth.
Em uma das unidades de educação de Joinville foram sete ações de janeiro deste ano até o início de julho.
Suspeitos
“Temos alguns suspeitos. Difícil falar se são os mesmos grupos. Em princípio não fazem parte do mesmo grupo, até porque são
em regiões distintas e até em municípios distintos”, explica Francisco Dornelis, assessor da Polícia Civil de Joinville.
Imagens de
câmeras de monitoramento estão sendo analisados pela polícia e um aluno chegou a ser identificado em uma das ações criminosos.
Uma
reunião deve ser realizada na próxima semana entre Gered, diretores das escolas, Polícia Militar e Polícia Civil para discutir providências para inibir as
ações criminosas em escolas.
Fogo em sala de aula
Uma das escolas roubadas foi inaugurada há menos de
dois meses no parque Guarani. O vigia, que não trabalha armado, foi rendido e quatro aparelhos de ar-condicionado foram roubados na segunda-feira (3).
Já no sábado, outra escola estadual, no bairro Aventureiro, foi arrombada e as portas e janelas tiveram que ser trocadas. Foram três invasões em três
semanas. Outra escola, no bairro Guanabara, foi ateado fogo em uma sala de aula.
Uma das escolas teve aparelhos de ar-condicionado roubados em janeiro e não
foram mais repostos. “Os ares-condicionados roubados são específicos para uma sala de aula, de 30 mil btus e a gente teve que repor ainda com ar-condicionado de gaveta,
mais antigos que são mais fracos. No verão forte, é difícil numa sala com 30 alunos e professor suprir essa necessidade”, diz Jorge do Nascimento, assessor
de direção de uma das unidades.
De acordo com a Gerência Regional de Educação (Gered), todas as escolas têm
vigilância contratada pelo estado.
“No que se refere à segurança, a gente está fazendo a nossa parte. Infelizmente não
está sendo suficiente”, diz Lorena.