Uma família moradora do bairro Rio Vermelho,
no norte da Ilha, em Florianópolis, foi o principal alvo de uma operação da Delegacia de Combate às Drogas (Decod) da Polícia Civil da Capital nesta
quinta-feira. A ação prendeu 14 pessoas, sendo quatro delas em flagrante. Segundo a investigação, todas elas participavam de um esquema de venda de drogas e
armas.
Os dois irmãos, a mãe e a esposa de um deles são apontados pela Polícia Civil como os líderes do grupo. O delegado
responsável pelo trabalho, Attilio Guaspari Filho, diz que eles compravam armamentos e entorpecentes fora do país, provavelmente no Paraguai, para revender pelo dobro do
preço em Florianópolis. As principais drogas vendidas pelo grupo eram maconha, cocaína e produtos sintéticos.
Durante as
investigações, Guaspari Filho diz terem sido captadas informações de negociações envolvendo até mesmo armas longas, como fuzis.
— Nosso trabalho de investigação começou em novembro do ano passado. O foco do grupo era drogas, mas eles também vendiam armas e
munições — explica o delegado.
Conforme a investigação, para tentar esconder a ação criminosa, o grupo se utilizava da
casa de pessoas sem passagens policiais para esconder drogas e armas. Por isso, a delegacia fez apreensões em residências do Rio Vermelho neste ano, mas não prendeu os
envolvidos em ações chamadas "controladas" a fim de monitorar a organização.
Nesta quinta-feira, os mandados foram cumpridos em 16
residências. Os policiais encontraram um revólver calibre 38, 200 munições e três quilos e maconha. Durante os nove meses de investigação
também foram apreendidos outros produtos escondidos, como armamento e munição.
Duas pessoas seguem foragidas. Uma delas é um dos
irmãos da família que liderava a organização. Os 14 detidos têm contra eles mandados de prisão temporária e serão levados nesta
quinta-feira para o Complexo Penitenciário da Agronômica, na Capital.