O médico Leandro Boldrini, réu pela morte do filho Bernardo, de 11
anos, depôs na tarde desta quarta-feira (28) sob a análise de um detector de mentiras, conforme autorizado pela justiça. O advogado de defesa do pai da criança,
Jader Marques, afirmou ao G1 que não acompanhou o depoimento e apenas conduziu Boldrini até a sala em que as perguntas seriam feitas pelo perito que realizou o exame.
De acordo com ele, a informação preliminar é de que o laudo deve ser entregue na próxima sexta-feira (30). Ao todo foram feitas cerca de 40
questionamentos ao médico na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) durante duas horas.
Conforme o Tribunal de Justiça, a
solicitação foi feita pelo advogado Jader Marques, defensor de Boldrini. O Ministério Público Estadual (MP) concordou, fato levado em consideração
na decisão judicial. No pedido protocolado na Justiça, a proposta do defensor era submeter o cliente ao teste para verificar a veracidade das informações
prestadas.
O corpo de Bernardo, que tinha 11 anos, foi encontrado enterrado em 14 de abril em uma cova em um matagal no município de Frederico Westphalen, na
Região Norte do Rio Grande do Sul, a cerca de 80 km de Três Passos, no Noroeste, onde o garoto morava. Acusados de homicídio, o pai da criança, a madrasta
Graciele Ugulini e a amiga Edelvania Wirganovicz são réus no processo. O irmão de Edelvania Evandro Wirganovicz é acusado de ocultação de
cadáver. Os quatro estão presos.
Antes da conclusão do inquérito policial, a delegada Caroline Bamberg, responsável pelo caso,
afirmou ter pedido a Marques que Leandro fosse submetido ao detector de mentiras. "Na época, não houve resposta da defesa", disse ela ao G1. No dia 21, o
último suspeito preso pelos assassinatos, Evandro Wirganovicz, foi interrogado no Fórum de Três Passos com o uso do equipamento. Os resultados não são
imediatos, pois dependem de perícias.