Uma decisão judicial acolhe um pedido para que o médico
Leandro Boldrini, réu pela morte do filho Bernardo, de 11 anos, seja interrogado com um detector de mentiras por um policial. O equipamento poderá ser usado dentro da
Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), onde ele está preso, em data ainda não divulgada.
Conforme o Tribunal de
Justiça, a solicitação foi feita pelo advogado Jader Marques, defensor de Boldrini. O Ministério Público Estadual (MP) concordou com a
solicitação, fato levado em consideração na decisão judicial.
O corpo de Bernardo, que tinha 11 anos, foi encontrado enterrado em
14 de abril em uma cova em um matagal no município de Frederico Westphalen, na Região Norte do Rio Grande do Sul, a cerca de 80 km de Três Passos, no Noroeste, onde o
garoto morava. Acusados de homicídio, o pai da criança, a madrasta Graciele Ugulini e a amiga Edelvania Wirganovicz são réus no processo. O irmão de
Edelvania, Evandro Wirganovicz é acusado de ocultação de cadáver. Os quatro estão presos.
Procurado pelo G1, o advogado de Leandro,
Jader Marques, informou ainda desconhecer oficialmente a decisão e preferiu não comentá-la. No pedido protocolado na Justiça, a proposta do defensor era submeter
o cliente ao teste para verificar a veracidade das informações prestadas.
Antes da conclusão do inquérito policial, a delegada Caroline
Bamberg, responsável pelo caso, afirmou ter pedido a Marques que Leandro fosse submetido ao detector de mentiras. "Na época, não houve resposta da defesa",
disse ela ao G1. No dia 21, o último suspeito preso pelos assassinatos, Evandro Wirganovicz, foi interrogado no Fórum de Três Passos com o uso do equipamento. Os
resultados não são imediatos, pois dependem de perícias.