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26/05/2014 | 21:07 | Polícia

Juiz nega pedido de madrasta de Bernardo para ficar próxima à família

Transferência para presídios das regiões Noroeste e Missões não teve aval

Transferência para presídios das regiões Noroeste e Missões não teve aval
Enfermeira Graciele Ugulini seguirá presa em Guaíba (Foto: Reprodução/Facebook)
Presa desde o dia 3 na Penitenciária Feminina de Guaíba, a madrasta de Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini teve negado na Justiça um pedido de transferência para outra casa prisional. A solicitação se baseava no desejo da acusada pelo assassinato do menino de ficar mais próxima à família, informou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Segundo a Corte, a Superintendência Estadual dos Serviços Penitenciários (Susepe) informou à Comarca de Três Passos, onde tramita o processo, que não poderia garantir a segurança de Graciele em casas prisionais de Santo Ângelo, na Região das Missões, além de Santa Rosa e Cruz Alta, no Noroeste gaúcho. Com a ausência de garantias do órgão, o juiz Marcos Luís Agostini decidiu negar o pedido da defesa de Graciele.
O advogado dela, Vanderlei Pompeo de Mattos, foi procurado pelo G1, mas não deu resposta. Entre os familiares de Graciele que residem nas regiões, está a irmã dela, Solange, que mora em Santo Ângelo e assumiu a guarda do meio-irmão de Bernardo, de um ano e seis meses de idade. O pai do bebê é o médico Leandro Boldrini, também preso e réu pela morte do filho.
O corpo de Bernardo, que tinha 11 anos, foi encontrado enterrado em 14 de abril em uma cova em um matagal no município de Frederico Westphalen, na Região Norte do Rio Grande do Sul, a cerca de 80 km de Três Passos, no Noroeste, onde o garoto morava. Acusados de homicídio, o pai da criança, Leandro Boldrini, a madrasta e a amiga Edelvania Wirganovicz são réus no processo. O irmão de Edelvania, Evandro Wirganovicz é acusado de ocultação de cadáver. Os quatro estão presos.
Indiciamentos
O pai, a madrasta e a assistente social foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, com os qualificadores "mediante paga ou promessa de recompensa, motivo fútil, meio insidioso, dissimulação e recurso que impossibilitou a defesa da vítima", conforme a polícia, e ocultação de cadáver.
Leandro Boldrini: atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ele também auxiliou na compra do remédio Midazolan em comprimidos, fornecendo a receita azul. Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune.
Graciele Ugulini: mentora e executadora do delito de homicídio, bem como da ocultação do cadáver.
Edelvânia Wirganovicz: executora do delito de homicídio e da ocultação do cadáver.
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.
Fonte: G1
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