A comissão especial de representação para analisar a
elaboração de um projeto de lei para a padronização dos passeios públicos em Três de Maio, tendo como presidente o vereador Flávio Pagel
(PMDB), secretário Nelci Recalcati (PDT), relator Cleiton Felipe dos Santos (PP) e suplente Lúcia Marmitt (PT), solicitou uma reunião preliminar na noite de ontem
(1º) com engenheiros, arquitetos e secretários da prefeitura para saber o que é possível ou não, a partir da visão técnica, ser implantados
futuramente nos passeios do município.
Para Pagel, há muita coisa que precisa ser avaliada e é preciso escutar também quem trabalha com
projetos e obras, “são os técnicos que estão por dentro dos problemas que ocorre, a gente que anda pela cidade vê, mas a questão da
execução é uma coisa difícil, encontra-se dificuldade na mão de obra, alterações no Habite-se são feitas, já aconteceu de
pessoas alterarem para conseguir a autorização e depois refazerem como acham que tinha que ser. Queremos escutar o que podemos fazer e o passo que podemos tomar, porque
precisamos tomar uma atitude devido às novas obras em Três de maio. Está acontecendo problemas de passeio, infelizmente é um problema grave, inclusive pela
questão de envelhecimento da população e deficientes”, disse.
Segundo a secretária de Planejamento, engenheira civil, Liriane
Machado, um problema enfrentado no município é que há algumas ruas a parte que possuem bastante declividade, “tem lugares que o terreno não favorece, mas
há alguns que favorece e mesmo assim acontecem coisas erradas. Acredito que uma questão é o passeio mal executado e outra questão é a
padronização dele”, apontou.
Entre as várias ideias e opiniões propostas, estão incentivos através de alguma forma de
desconto no IPTU ou a busca de recursos pesados para a execução da padronização, sugestões que a princípio foram descartadas tendo em vista que a
renúncia de algum valor no IPTU seria apontada pelo Tribunal de Contas, pois o município precisa desse recurso para investir em diversas áreas importantes do
município. E, quanto aos recursos, não haveria na atual realidade recursos federais, estaduais e emendas parlamentares que supram essa necessidade.
O
engenheiro civil, Mário César Casarin salientou que é preciso regularizar primeiro através da padronização, como a altura, medidas, material a ser
utilizado, para depois fiscalizar, “precisamos mobilizar a sociedade, ela tem que querer uma cidade melhor. Não adianta os vereadores e a prefeitura querer se a
população não quer, esse é o maior desafio”, esclarece.