E o Verão começa neste sábado (21) e será caracterizado por longos
períodos de tempo seco no Rio Grande do Sul. Não é que vai faltar chuva, mas, vai haver um grande intervalo sem precipitações entre uma chuva e outra, o
que é normal no Verão dos gaúchos. Além disso, a estação mais quente do ano, também, deve ter temperaturas mais altas do que a média
dos últimos anos.
Portanto, às 14h11min, a angulação da Terra, a posição do sol, a influência da lua e a velocidade
dos corpos celestes se combinam para um fenômeno que acontece por um instante. As sombras se encolherão no menor tamanho possível. O momento é chamado de
solstício ("sol parado", em latim) de verão. É quando os raios solares incidem com maior intensidade no Hemisfério Sul do planeta. A
radiação, neste instante, chega perpendicularmente ao Trópico de Capricórnio — linha imaginária ao sul do Equador.
As cidades
que passam por essa linha — como as paulistas de Sorocaba e Ubatuba — não terão sombra às 14h11min de amanhã. Isso ocorre porque o sol estará
mirando seus raios exatamente sobre o Trópico de Capricórnio. Se um fio ligasse o astro-rei ao solo terrestre formaria um ângulo de 90 graus com o chão desses
municípios. Ou seja, por lá não haverá lugar plano sem sol. Como Florianópolis está abaixo do trópico, a inclinação da sombra
será de 4 graus em direção ao sul, a menor sombra possível em todo o ano.
A velocidade também é fator fundamental para
que o solstício seja um momento ímpar para cada ano. Como a terra gira ao redor do sol com uma velocidade de 29 quilômetros por segundo, cada lugar do Brasil será
banhado perpendicularmente pelos raios do astro-rei por apenas um segundo. É um capricho do universo que marca o início da estação mais quente do ano.