uas benzedeiras de Florianópolis aprenderam a afastar os males e aliviar dores e sofrimentos
com os mais antigos. A "Crônica de Sábado" do Jornal do Almoço contou a história de dona Ilda, de 104 anos, e Sueli Adriana dos Santos, de 66 (veja no
vídeo acima).
"Eu benzo o pessoal com isso aqui (terço). Quando não tem, eu benzo assim com a mão e benzo com as ervinhas
também", diz dona Ilda.
Ela conta que a mãe era benzendeira, e que na adolescência que benzeu pela primeira vez.
"A minha mãe era muito benzedeira, muito, muito, muito, muito. A minha mãe dizia pra mim: 'anda, Ilda! Vamos aprender a benzer'. 'Eu não, eu vou
é dançar'. Eu tinha naquele tempo uns 15 anos. Quando foi um dia, eu fui à fonte, lá na cachoeira tinha uma Sinha Chica, já morreu. E ela me chamou:
'vem cá benzer meu netinho'. (Eu disse) 'mas eu não sei'. 'Sabe sim, a tua mãe é benzedeira. Tu sabe.' Benzi, benzi, benzi o menino. E
dali foi", afirma.
Já para Sueli, ser benzedeira é um dom. "A gente já traz de infância. Tinha um senhora que benzia. Ela falava
assim pra mim: 'Sueli, quando tu morrer tu vai ficar no meu lugar".