Um golpe lesou pelo menos 15
microempreendedores de Presidente Lucena, cidade de pouco mais de 2 mil habitantes no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul. Eles tiveram os dados furtados e foram registrados como donos de
lojas virtuais na internet, criadas por golpistas.
As páginas, criadas pelos golpistas, vendem vários tipos de mercadorias, na maioria eletrônicos e
eletrodomésticos. Os preços anunciados são abaixo do mercado, a única forma de pagamento era boleto bancário à vista e quem comprou nunca recebeu
os produtos.
Os prejudicados pelo golpe registraram boletim de ocorrência na Policia Civil. O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Virtuais. Os
policiais orientaram os autores das queixas a fecharem as empresas que abriram.
O empresário Arlindo Vogel foi processado porque a empresa aberta no nome dele
não enviou os produtos vendidos. "Estou no Tribunal de Justiça de São Paulo me acionando para comparecer e o Procon de Uberlândia, Bauru, Presidente
Prudente, Caxias do Sul me acionando", conta Vogel.
"Tem uma pessoa que comprou uma mercadoria de R$ 350, hoje ela pede R$ 3 mil de ressarcimento",
prossegue, exibindo os papéis da intimação.
O eletricista Adriano Molta, que atua na profissão há 20 anos na cidade, tem um CNPJ de
microempreendedor individual. "E agora vem me dizer que tenho uma empresa em Minas Gerais", desabafa.
Dona de um brechó em Presidente Lucena, a
lojista Solange Inês Walter foi registrada como proprietária do "Saldão de Eletrodomésticos". Já recebi mais de 30 ligações em
questão de uma semana, o pessoal pedindo e cobrando as mercadorias que compraram no site", conta.
O mesmo aconteceu com a microempresária
Michele Cristine Michel. "Fico muito chateada porque trabalho, tento fazer as coisas certas e recebo uma noticia de que tem alguém usando meu CNPJ pra dar um golpe",
lamenta.