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29/04/2017 | 08:07 | Geral

Como foram os protestos no RS nesta sexta-feira de greve geral

Atos foram organizados por centrais sindicais e entidades de classe contra as reformas trabalhista e da Previdência

Atos foram 

organizados por centrais sindicais e entidades de classe contra as reformas trabalhista e da Previdência
Confronto na esquina das avenidas Erico Verissimo e Ipiranga (Foto: Lauro Alves /Agencia RBS)
Em Porto Alegre, o momento mais tenso dos protestos convocados pelas centrais sindicais, em repúdio às reformas trabalhista e da Previdência, aconteceu no início da noite. Entre 19h e 20h, houve vários confrontos entre manifestantes e Brigada Militar. O grupo saiu das proximidades da Avenida Borges de Medeiros, por volta das 18h30min, e percorreu as ruas José do Patrocínio e Venâncio Aires e as avenidas Erico Verissimo, Ipiranga e Azenha. No bairro Cidade Baixa, o tapume de uma agência bancária foi chutado e a moto de um agente da EPTC foi derrubada por um manifestante.
No cruzamento das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo, os policiais soltaram bombas de gás lacrimogêneo. O cruzamento foi isolado. Na sequência, os manifestantes seguiram em direção à Avenida Azenha e queimaram três contêineres, picharam frases de efeito na fachada de um shopping, arrancaram e queimaram tapumes que isolavam a frente de uma concessionária.
Na esquina da Rua Sebastião Leão com a Avenida João Pessoa, houve novo confronto, e o grupo dispersou. Alguns ainda tentaram depredar agências bancárias da região, mas foram impedidos pelos policiais. A Brigada Militar considerou que a situação estava controlada por volta das 20h15min.
Antes disso, à tarde, manifestantes percorreram a Avenida Júlio de Castilhos até o Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa. Não houve incidentes. Pela manhã, manifestantes interromperam a circulação de trens e ônibus e realizaram bloqueios em vias públicas. Em diversas rodovias, houve queima de pneus.
Em Caxias do Sul, o dia de mobilização foi marcado por paradas de ônibus vazias, saídas para a BR-116 e a ERS-122 bloqueadas, protestos na Praça Dante, diminuição da procura de clientes pelo comércio, aulas interrompidas, serviços à população restritos e até dois atropelamentos de manifestantes.
Além de sindicalistas, o ato contra as reformas da Previdência e trabalhista contou com categorias diversas, como agricultores, professores de colégios particulares e públicos e membros da Marcha Mundial das Mulheres. A movimentação teve início por volta das 5h, quando a garagem da Visate, na Rua Júlio Calegari, foi trancada por cavaletes — retirados às 10h — e os coletivos permaneceram estacionados, sem percorrer as ruas de Caxias.
Fonte: Rádio Gaúcha
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