Diante das recentes denúncias de corrupção envolvendo
políticos e ministros do governo, estão elencados nos inquéritos das denúncias nove ministros, um terço do Senado e da Câmara, quase todos os
partidos e o próprio relator da reforma da Previdência, a Fetag-RS está reiterando a retirada dos rurais da proposta de emenda à Constituição (PEC)
287/16.
O governo e parte do Congresso Nacional não têm moral para fazer uma reforma tão profunda. Para realizar mudanças
tão importantes, o governo precisa estar acima de qualquer suspeita. É possível observar que não foram atendidas as demandas da sociedade civil.
A federação propôs que a discussão da reforma previdenciária, no que compreende os trabalhadores rurais, seja realizada de forma separada.
É uma classe diferenciada, permanecendo a idade atual e a forma de contribuição, assim como os militares não foram incluídos na referida proposta de
emenda.
A reforma da Previdência Social já encontra rejeição, porque reduz tanto a proteção social que quase acaba com o
sistema previdenciário e está muito longe da realidade dos brasileiros. Além de o governo não dialogar com a sociedade.
A
Comissão Especial ouviu diversas entidades e especialistas, mas não levou nada em consideração.Em vez disso, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da PEC, que
deveria discutir as alterações na proposta original com a sociedade e com os demais deputados, obedece ao governo e só altera o que este autorizar. Isso mostra que o
governo quer mandar no Legislativo, não deixando que os deputados ouçam a sociedade e, a partir disso, façam a reforma.
A Fetag-RS está com
intensa mobilização junto à classe política para que os rurais tenham um tratamento diferenciado na reforma previdenciária e que sejam retirados da
proposta de emenda à Constituição 287/16.