O deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP) foi denunciado pela segunda vez na Operação
Lava Jato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o parlamentar e seu colega Luiz Fernando Ramos Farias pelo crime de corrupção passiva.
De acordo com a PGR, os deputados pagaram R$ 200 mil em espécie ao então diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para retribuir favorecimentos
à empresa Fidens Engenharia em contratos e grandes obras na estatal.
Conforme a denúncia, parlamentares marcaram reunião com Paulo Roberto Costa na
sede da estatal para relatar que a empresa Fidens estava tendo problemas em participar de licitações maiores. Embora já constasse do cadastro da Petrobras, eles teriam
relatado que a empreiteira não era do grupo composto por empresas com maior capacidade operacional.
A denúncia narra que Paulo Roberto Costa, valendo-se
da função pública que desempenhava, recomendou à Comissão de Licitações da Petrobras a inclusão da Fidens nos próximos
convites, o que de fato aconteceu. A Fidens ganhou uma licitação para a construção dos prédios administrativos do Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro (Comperj) e, tempos depois, venceu outra licitação, para construção da Refinaria Premium I.
O procurador-geral da
República afirma ainda que Paulo Roberto Costa foi convidado a ir ao Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, onde os deputados federais Luiz Fernando Ramos Farias e José
Otávio Germano entregaram-lhe os R$ 200 mil como um "agradecimento" pela contratação da empresa pela Petrobras.
As
informações fazem parte da colaboração premiada de Paulo Roberto Costa, com a indicação de elementos probatórios de suporte.
Informações, depoimentos e provas colhidos ao longo da investigação constam da denúncia.
Além da condenação dos
deputados por corrupção passiva qualificada, a denúncia pede a perda da função pública ou mandato dos envolvidos. Janot também quer a
devolução dos R$ 200 mil e mais R$ 800 mil.
Outra denúncia
Em março de 2016, José
Otávio Germano foi denunciado pela primeira vez na Operação Lava Jato, junto com outros seis políticos por receber uma espécie de mesada com dinheiro
desviado da Petrobras. A Rádio Gaúcha tenta falar com o deputado.