Com nove anos, o filho do juiz do Trabalho
Cláudio Roberto Ost vive um segundo drama ao ter o pai assassinado com quatro tiros no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre, na manhã deste sábado
(15). Em janeiro de 2011, a mãe dele, Lourdes Terezinha Külzer, 37 anos, morreu em uma colisão frontal entre o carro que ela dirigia, um Civic, e um ônibus em
Três de Maio. Ela chegou a ser socorrida, mas chegou ao hospital sem vida.
Lourdes foi a segunda mulher do magistrado, lembrado por colegas e amigos como um
profissional estudioso e responsável. Nascido em Santo Cristo, Ost ingressou na magistratura em 1994. Foi em Frederico Westphalen que ele passou na seleção para juiz do
Trabalho.
"Eu fui o primeiro advogado a saber que ele havia passado", relembra o advogado trabalhista e amigo pessoal Tarcisio Vendruscolo, que morava no
mesmo condomínio do magistrado.
Tempo depois, Ost se mudou para Santa Rosa, onde assumiu uma Vara do Trabalho. Com vocação acadêmica, o
juiz lecionou na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).
"Sempre foi muito prestativo e companheiro e tinha uma visão de
mundo progressista do direito do trabalho, valorizando muito o direito social", relembra o colega Luiz Antonio Colussi.
O juiz foi executado por volta das 9h30 deste
sábado, logo depois de chegar à casa de uma jovem, de quem seria namorado. Segundo informações iniciais, um adolescente de 17 anos teria perseguido o magistrado
assim que ele entrou na casa.
O magistrado levou quatro tiros enquanto tentava fugir com o filho de carro. A Polícia Civil, que trabalha com a
hipótese de crime passional, ouve o depoimento de testemunhas.