Mesmo sem chuva, a enchente ainda tira famílias de casa na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã subiu
muito porque tem água descendo do Noroeste do estado, onde choveu no início da semana. São Borja, na mesma região, já decretou situação de
emergência por causa da cheia.
Em Alegrete, o ginásio da escola Osvaldo Aranha está cheio e no aguardo de outras cinco famílias. Há seis
abrigos do tipo na cidade, que se preparam para receber outras pessoas.
“Só nesse último ano já é a terceira vez, a gente perde
quase tudo o que tem. O que eu tenho agora é doação que as pessoas me dão. Uma mesinha, uma cadeira, uma coisa ou outra”, diz a dona de casa Maria Noeci
dos Santos.
O Rio Ibirapuitã começou a subir lentamente no início da semana, mesmo sem chuva. Ao menos 500 pessoas precisaram sair de casa. Nesta
sexta-feira (14), o nível do rio passou de 11 metros.
“Deu um pique de elevação das águas, estava em 7 cm por hora e em uma hora subiu
para 15 cm por hora, causando inundação nos bairros”, diz o coordenador da Defesa Civil de Alegrete, José Gustavo Canabarro Saldanha.
Uma
força-tarefa foi montada para socorrer as famílias. Bombeiros, soldados do Exército, policiais militares e funcionários da prefeitura e da Câmara de
Vereadores auxiliam em diversas funções.
Cerca de mil refeições por dia, entre café, almoço e janta, estão sendo
entregues para as famílias atingidas. “Com o que a gente pode, tem condições de fazer, tem que fazer, né?”, diz o voluntário Valdecir Alves de
Moraes.