Três pescadores foram presos na tarde de quinta-feira (13) suspeitos de participar de farra do
boi em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. A prática é comum nas cidades do litoral catarinense durante a quaresma. No folclore local, o boi representa Judas, o
apóstolo que traiu Jesus, por isso, é perseguido e agredido com socos e chutes até cair no chão.
A PM recebeu denúncia de que uma farra
do boi estava sendo organizada em uma mata no bairro Araça. Os policiais foram até o local, que teve trilhas construídas pelos farristas, e depois de um tempo de espera
flagraram uum grupo que seguia os rastros do animal para colocá-lo nas áreas onde ocorrem as farras conhecidas como "mangueirões".
Conforme a PM, ao avistarem os policiais, os suspeitos tentaram fugir, mas três foram presos e "se disseram estar arrependidos, mesmo sabendo que o que faziam era errado. Um dos
participantes admitiu aos policiais que deixou a mulher em casa, com um filho recém-nascido, para participar da farra", conforme o tenente Israel Nascimento Damázio,
comandante da Polícia Militar de Porto Belo e Bombinhas.
O boi se embrenhou na mata e não foi encontrado. "Para você que acredita que
não há nada demais em perseguir, maltratar, lesionar, e muitas vezes mutilar os animais usados na brincadeira, deixamos claro, nós da Polícia Militar de Porto
Belo e Bombinhas não iremos parar", afirma Damázio.
Os pescadores foram liberados após assinarem termo circunstanciado pelo crime de maus
tratos.