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05/04/2017 | 19:06 | Praia Notícias | Polícia

Genro é indiciado pelo furto de corpo no cemitério de Penha

Inquérito foi concluído no fim de março pela Polícia Civil

Inquérito foi concluído no fim de março pela Polícia Civil
Corpo foi furtado do cemitério de Penha (Foto: Reprodução/ RBS TV)
O inquérito que investigou o furto do corpo do mestre de barcos João da Silva, conhecido como João Sonheiro, do cemitério de Penha, no Litoral Norte, foi concluído pela Polícia Civil no fim de março. O genro dele foi indiciado pelo crime. As investigações apontaram que a motivação foi o boato de que João havia colocado durante uma cirurgia um pino de ouro no ombro. O suspeito não foi preso e nega qualquer envolvimento com o furto.
Conforme o agente de polícia Allan Coelho, responsável pela delegacia, um andarilho que pernoitava em um igreja próxima ao cemitério relatou ter acordado com a movimentação durante a madrugada. “Ele reconheceu o genro do João e disse que o viu com mais gente no cemitério. A identidade dessas pessoas ainda precisa ser apurada”.
O coveiro do cemitério entrou em contato com um parente de João, que chamou a Polícia Militar e fez boletim de ocorrência na Polícia Civil em 27 de fevereiro.
O corpo foi achado no mesmo dia em em um mato às margens da rodovia Transbeto, próxima ao parque de diversões do município, que dá acesso à BR-101.
“Acho que o boato deve ter surgido de uma brincadeira entre João e o médico, na época, porque a necropsia do cadáver apontou que não era verdade. E mais, o perito que o analisou nos disse que o corpo humano rejeita o ouro, ele teria tido uma infecção, só a platina é aceita pela organismo”, explicou Coelho.
Segundo a família, ele passou por uma cirurgia há 14 anos, quando teria sido inserido o pino de ouro avaliado em R$ 20 mil. Durante a necrópsia, o Instituto Médico Legal (IML) verificou que o pino era de titânio.
João morreu aos 65 anos, em 4 de janeiro. Mestre de barco, ele era conhecido na região e também tinha uma pousada.
Até a tarde desta quarta, a promotoria responsável por analisar o caso não havia recebido o procedimento, informou o Ministério Público. Somente após a análise haverá a decisão de apresentar ou não denúncia à Justiça.
Fonte: G1
Inquérito foi concluído no fim de março pela Polícia Civil
Foto: Reprodução/ RBS TV
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