A terrça-feira
(4) foi marcada por homenagens na cidade de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Há exatos 3 anos Bernardo Boldrini, então com 11 anos de idade, foi dado como
desaparecido e dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado envolto em um saco plástico e enterrado em um buraco na área rural de Frederico Westphalen, no Norte do
estado.
Usando camisetas estampadas com o rosto de Bernardo, um grupo de pessoas se reuniu em frente à casa onde o menino morava para prestar homenagem. O
muro da residência tem cartazes pendurados com palavras de esperança e pedidos por justiça. Ao som do 'Pai Nosso', uma corrente de oração
também foi feita para homenagear Bernardo.
O caso que comoveu o país segue sem desfecho. Em três anos, muitas pessoas pedem agilidade no andamento
do processo que investiga a morte de Bernardo. Desde abril de 2014, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 41 anos, pai da criança; a madrasta Graciele Ugulini, 39; a
amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, 43, e Evandro Wirganovicz, 34, irmão de Edelvânia, estão presos. Os quatro aguardam julgamento.
O Superior
Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso do pai da criança contra a realização de julgamento popular para ele e os outros três réus. E de acordo com
Túlio Martins, presidente do Conselho de Comunicação do TJ/RS, o processo no que diz respeito ao Poder Judiciário do estado está encerrado. "Existe
grande possibilidade que saia ainda este ano o júri", afirma Túlio.
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa agora pedido feito pelos advogados
de Edelvânia Wirganovicz, que desejam separar o julgamento dela dos demais réus. "Essa tentativa nossa de cisão do juri é natural, nós não
estamos pedindo absurdo. Isso é comum", explica o advogado Jean Menezes.