Grupos de manifestantes invadiram o edifício do Congresso do Paraguai nesta sexta-feira (31) após conseguir passar por um cordão policial, em um
novo foco de incidentes violentos registrado logo depois um grupo de 25 senadores aprovou o projeto de emenda constitucional para habilitar a polêmica reeleição
presidencial. As informações são da agência de notícias EFE.
Várias centenas de pessoas romperam a barreira policial em uma
batalha campal na qual as forças da ordem dispararam balas de borracha, lançaram gás lacrimogêneo e acionaram jatos de água. Os manifestantes
destroçaram vidraças do edifício, no centro histórico de Assunção, e queimaram as portas de entrada, além de lançar morteiros e
pedras contra a polícia.
Caminhões de bombeiros tentam entrar na Plaza de Armas, onde está o Congresso, onde permanecem a polícia e os
manifestantes. Há vários policiais feridos, segundo a instituição.
Trata-se do segundo incidente violento do dia no Congresso, depois
que no primeiro ficaram feridos por balas de borracha o deputado Edgar Acosta e o presidente do Partido Liberal, Efraín Alegre. Os incidentes começaram depois que 25 senadores
votaram a favor do projeto de emenda nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, e sem a presença dos demais legisladores e do presidente do
Senado, Roberto Acevedo.
O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer nas eleições de 2018, e o Partido Colorado para que o
atual presidente do Paraguai, Horacio Cartes, possa fazer o mesmo. A atual Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial.
Por outro lado, o Partido Liberal, o maior da oposição, e outras forças opositoras, alegam que a emenda é anticonstitucional como meio de facultar um segundo
mandato presidencial.