Uma família de Blumenau, no Vale do Itajaí, passou a morar dentro de um
ônibus velho, depois que o pai, Helton Lenon Caetano, ficou desempregado e sem ter como pagar o aluguel. Enquanto isso, um condomínio do programa "Minha Casa Minha
Vida" foi concluído há três meses, mas continua vazio. A família sonha em ser sorteada com o financiamento de um apartamento, como mostrou o Jornal do
Almoço.
Helton não teve outra opção a não ser aceitar a oferta de um amigo que ofereceu o ônibus, sem motor, para que ele
morasse com a mulher e as duas filhas. "Pra mim, é muito difícil olhar para minhas filhas e minha esposa e eu não ter condições financeiras para dar
o melhor a elas".
Parado em um loteamento ainda sem morador, eles estão sozinhos em um local em que há apenas um associação
atlética, de onde usam a água e a luz.
"Quando a gente veio para cá, em outubro do ano passado. A esperança era de que dois meses depois,
entrássemos em um apartamento", disse Michele Caetano, que também está desempregada.
Sem data para entrega
A família de Osmar Barbosa também alimenta este sonho. Ele faz tratamento para conter um câncer de próstata, por isso não consegue
trabalhar, assim como a esposa e o filho que são deficientes. A família vive de um auxílio da Previdência Social e paga R$ 580 de aluguel. Se fosse contemplada
com um dos apartamentos, pagaria a parcela do imóvel com menos da metade do valor.
"Eles iam entregar agora no fim do ano, mas mudaram para janeiro, agora
não tem data definida. Disseram que a Caixa estava fazendo a documentação, a Caixa disse que é para a Habitação entregar, mas vamos acabar o
mês de março e eles não entregaram", afirmou Osmar.
Segundo a RBS TV, o condomínio é um investimento de R$ 6,4 milhões do
governo federal para construção de 100 apartamentos.
A obra começou em 2013 e deveria ter sido entregue em dezembro do ano passado. Na prefeitura
de Blumenau, o secretário de Habitação informou à RBS TV que se manifestará nesta quinta-feira (30), depois de participar de uma reunião entre a
prefeitura, a Caixa e a construtora.
Em nota, a Caixa informou que o prédio ainda está em fase de legalização, o que é responsabilidade
da construtora e que formalmente ele ainda não foi entregue.
A construtora responsável pela obra declarou à reportagem que ainda falta a
documentação dos apartamentos no registro de imóveis. A empresa informou que ainda não sabe quando vai ter esses papéis para fazer a entrega do
condomínio à Caixa.