A Polícia Federal afirma que parte do dinheiro do esquema de corrupção descoberto pela
Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17), abastecia o PMDB e o PP. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, contudo, nomes de
políticos supostamente beneficiados não foram divulgados.
“Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da
propina era, sim, revertido para partido político. Caracteristicamente, já foi falado ao longo da investigação dois partidos que ficavam claro: o PP e o
PMDB”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo.
A Operação Carne Fraca é resultado de dois anos de
investigações e foi divulgada pela PF como a maior já realizada na história da corporação. Mais de 1,1 mil policiais federais cumpriram 309
mandados em sete unidades federativas: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Algumas das
maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e
Perdigão. Além delas, a operação tem como alvo os fiscais do Ministério da Agricultura que se beneficiaram do recebimento de propina e de vantagens
pessoais para liberar a venda da carne imprópria para consumo.
Além do repasse de dinheiro, os agentes públicos recebiam como propina produtos
alimentícios das empresas, segundo a PF. Alguns, inclusive, já estariam começando a reclamar da qualidade dos alimentos que ganhavam para fazer vista grossa na
fiscalização.