Esta quarta-feira é
marcada por protestos de trabalhadores urbanos e rurais contra a reforma da Previdência. Diversas categorias realizaram uma caminhada nesta manhã (15) pela Avenida Uruguai. A
concentração iniciou na Praça da Matriz. Em seguida, os trabalhadores se deslocaram até a Praça Henrique Becker Filho (Praça da Bandeira).
“Para que trabalhar, se não vou me aposentar?”, gritavam os manifestantes. A previsão é dos organizadores é que a manifestação
encerraria às 11h.
O ato público foi convocado pelo Cpers e reuniu diversas categorias, como professores e funcionários de escolas, agricultores,
bancários e servidores da Corsan. Estudantes de escolas públicas também participam do protesto. Muitos políticos, também, participaram. A vice-Prefeita de
Três de Maio, Eliane Fischer, fez um discurso, conclamando os trabalhadores para que permaneçam unidos contra a possível retirada de direitos.
A
partir de hoje, as escolas estaduais do Rio Grande do Sul devem estar com as portas fechadas, por tempo indeterminado. A paralisação, definida pelo Cpers/Sindicato na semana
passada, é parte de uma mobilização nacional convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, e dos protestos convocados,
em todo o País, contra a proposta de reforma da Previdência do governo federal. Além da pauta nacional, que inclui o cumprimento da Lei do Piso, o magistério
gaúcho posiciona-se contra recentes medidas do governo de José Ivo Sartori, como o parcelamento de salários e atrasos no 13º salário, além de arrocho
salarial. O Cpers também exige a nomeação de concursados e a manutenção do Instituto de Previdência do Estado (Ipergs) como uma
instituição pública.
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