Com dez homicídios registrados desde o início do ano, a cidade de Chapecó, no Oeste catarinense, passa a contar agora com uma divisão específica para
apurar esses crimes. O setor vai funcionar junto à Divisão de Investigações Criminais (DIC). A criação dessa equipe era reivindicada há
tempos pelos moradores.
"A DIC vai trabalhar com dois setores. Um específico para investigação de homicídios, latrocínios,
cuja autoria não foi definida num primeiro momento. E a outra equipe vai investigar os demais crimes: organização e associação criminosa, tráfico
de drogas, roubo de cargas e assim por diante", explica o delegado regional Wagner Meirelles.
No ano passado, 44 pessoas foram mortas em Chapecó. Desses
casos, 27 foram solucionados e 17 ainda estão em investigação. Quase metade dos crimes foi motivada por desentendimentos. Mais de 35% dos autores tinham menos de 20
anos de idade.
"Eu não tenho dúvida de que Chapecó deu um passo muito importante. Com esse efetivo as respostas com certeza serão
muito mais rápidas do que já tínhamos conseguido", disse o delegado regional.