Abalada pela morte da estudante Marta Gonçalves, 14 anos, numa sala de aula, a
diretora da Escola Estadual Luiz de Camões Fani Drehmer de Oliveira afirmou que a adolescente não tinha nenhuma marca e não estava machucada. A professora relata que a
aluna foi encontrada já deitada no chão, desacordada e convulsionando durante a troca de períodos, na tarde de quarta-feira.
De acordo com
o delegado plantonista Eduardo Amaral, que atendeu o caso, quatro adolescentes trocavam empurrões às 15h30min, quando duas delas caíram no chão. Ao tentar
separar a briga, os colegas perceberam que Marta estava passando mal. Durante a tarde e a noite de quarta-feira, a Polícia Civil colheu depoimentos de professores e estudantes. Todos
foram liberados.
Colegas da garota relataram à Polícia Civil que o incidente ocorreu depois de uma briga — os investigadores apuram se a
confusão tem relação com o óbito. Depois disso, segundo contou a diretora ao programa Gaúcha Atualidade, outros estudantes avisaram a diretoria que Marta
estava deitada no chão e passando mal. Um professor que ia para a sala de aula, no segundo piso do colégio, e a orientadora da instituição auxiliaram nos
primeiros cuidados.
"Uma professora deu o primeiro socorro, virou a aluna para ela poder respirar melhor. Eu desci para chamar a Samu e avisar a
família", contou Fani.
Professores e uma enfermeira de um posto de saúde localizado ao lado da escola prestaram os primeiros socorros à
adolescente até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em contato com a mãe de Marta, a diretora foi informada de que a estudante
tinha asma.
"Entrei em contato com o Samu umas três vezes porque tinha caído a ligação. Nesse meio tempo, a orientadora da escola veio me
dizer que a menina já estava sem sinal e eu (estava tentando contato) com a Samu."
Marta foi levada para o hospital após a chegada do Samu, mas
não resistiu.