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13/05/2014 | 05:40 | Polícia

Ansiedade e passeata marcam espera por inquérito do Caso Bernardo

Moradores de Três Passos travam debates pelas ruas da cidade gaúcha

Moradores de Três Passos travam debates pelas ruas da cidade gaúcha
Mensagens na grade da casa onde Bernardo morava (Foto: Estêvão Pires/G1)
Em meio a debates nas ruas e ansiedade, a pequena cidade de Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul, vive as últimas horas antes do anúncio oficial da Polícia Civil sobre o resultado da investigação do assassinato de Bernardo Boldrini, 11 anos. A manhã desta terça-feira (13) será marcada por uma passeata que terminará no Fórum do município.
O pai da criança, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvania Wirganovicz estão presos desde o dia 14 de abril, mesma data que o corpo do menino foi encontrado em uma cova em Frederico Westphalen. A cidade fica a cerca de 80km de Três Passos, cidade onde o menino morava. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. No último sábado (10), foi preso também Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvania, também por suspeita de participação no caso.
Nascido e criado em Três Passos, o representante comercial Leandro Alves, 35 anos, refletia sobre o caso, na noite desta segunda (12), na mesa de um bar, em um posto de combustível. Ele diz ter sido atendido por Leandro Boldrini no dia 4 de abril, quando o crime teria ocorrido.
"Estou ansioso demais (com o final da investigação). Fui ao consultório dele naquele dia. Cheguei lá às 16h e tinha muitos pacientes. Tinha que levar uns exames. E foi tudo normal", relatou Alves. Ele pretende abandonar os compromissos pessoais em nome do interesse pelo desfecho do caso. "Pretendia viajar, mas resolvi ficar aqui. A expectativa é de que muita coisa seja revelada", diz.
Perto de outro bar no centro de Três Passos, três amigos travavam um debate sobre as hipóteses do crime. Levantavam dúvidas sobre a participação do pai no assassinato. O G1 tentou entrevistá-los, mas o receio da repercussão local ao ter o nome citado na imprensa ainda os impediu. "Não quero ter meu nome citado. Há muita fofoca na cidade, muita distorção", disse um deles.
Paciente de Leandro Boldrini há 10 anos, o servidor público Wilson Neuhaus, 51 anos, acredita que o inquérito policial não deve estabelecer novidades. "Tudo vai ser decidido na Justiça. Mas tenho uma opinião: o médico não tem culpa. Mas claro, minha opinião é da minoria na cidade. A esmagadora maioria quer todos eles atrás das grades", avaliou Neuhas.
Há sete anos morando em Três Passos, o técnico em eletrônica Jair Huppes, 34, se mostrava acanhado e temeroso em falar no assassinato. "Interessar interessa, mas prefiro não dar opinião", disse.
A entrevista coletiva que deve anunciar a lista de indiciados pela morte está programada para começar as 14h30, no auditório da Unijuí. Após 30 dias de investigação sob segredo de justiça, a delegada Caroline Bamberg irá expor detalhes que fundamentaram as provas contra os suspeitos.
Mais cedo, às 9h30, está programada a caminhada "Corrente do Bem", com saída na Praça Reneu Giraldino Mertz e término na sede do Poder Judiciário no município.
Fonte: G1
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