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12/05/2014 | 19:02 | Polícia

Quarto preso por morte de Bernardo se cala em depoimento à polícia

Preso sábado, Evandro diz que só falará com uso de detector de mentiras

Preso sábado, Evandro diz que só falará com uso de detector de mentiras
Evandro foi preso em Frederico Westphalen (Foto: Fábio Pelinson/Jornal O Alto Uruguai)
A Polícia Civil ouviu na tarde desta segunda-feira (12) o depoimento de Evandro Wirganovicz, o quarto suspeito de envolvimento na morte e ocultação de cadáver do caso do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. Ele é irmão da assistente social Edelvania, presa há cerca de um mês.
O depoimento foi tomado no início da tarde no presídio de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, onde o homem está preso desde sábado (10), quando foi cumprido mandado em Frederico Westphalen, no Norte do estado.
Segundo o advogado Demetryus Eugenio Grapiglia, Evandro se manteve calado durante o depoimento e disse que só vai falar mediante o uso do detector de mentiras. A prisão do novo suspeito é de caráter temporário, por 30 dias. O resultado das investigações será revelado na terça-feira (13) pelas delegadas que cuidam do caso. Após a entrega do inquérito, a polícia deve pedir prisão preventiva dos suspeitos.
No sábado, ao saber da prisão, Edelvania escreveu uma carta inocentando o irmão. Ela afirmou que participou da ocultação do cadáver, mas garantiu que Evandro não tem nenhum envolvimento. O advogado vai protocolar um pedido junto ao fórum para que seja usado o detector.
"O meu cliente não tem envolvimento. Se o carro dele foi visto no local, é porque ele tem parentes lá perto, como a mãe, e costuma pescar, mas isso não quer dizer...", afirmou.
Desde o dia 14, quando o corpo foi encontrado, estão presos preventivamente Edelvania, o pai da criança, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini. Frederico Westphalen fica a cerca de 80 km de Três Passos, onde o menino morava. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. De acordo com a assessoria da polícia, os três suspeitos do crime serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, já que a morte foi consumada.
A prisão temporária foi decretada pelo juiz Fernando Vieira dos Santos, da Comarca de Três Passos, na Região Noroeste. Conforme o magistrado, o terreno onde o corpo de Bernardo foi encontrado é de difícil escavação, o que pode indicar a presença de um homem além de Edelvania e a madrasta do garoto, Graciele Ugulini. Além disso, testemunhas apontaram a presença do suspeito nos arredores do local onde o cadáver foi encontrado dias antes do crime.
Fonte: G1
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