O Ministério
Público Federal denunciou três pessoas acusadas de fraudar o sistema de fiscalização sanitária no Rio Grande do Sul. A denúncia do procurador da
República em Novo Hamburgo Celso Três é resultante da Operação Pasteur, da Polícia Federal, que constatou que servidores do Ministério da
Agricultura cobravam propina para fazer vistas grossas à fraude em indústrias gaúchas, permitindo que chegasse à população produtos adulterados e
nocivos ao consumo humano. Foram denunciados dois dirigentes de uma empresa de laticínios que possui filial em Ivoti e um servidor do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA), que atuava como agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal.
A
investigação apurou um esquema de corrupção, no qual os representantes da empresa realizavam pagamentos mensais ao servidor público que variavam de R$
1.800,00 a R$ 2.500,00 com o intuito de obter privilégios durante vistorias. O pagamento constava como custo operacional da empresa, identificado nas planilhas apreendidas como
"despesas MAPA".
O produto liberado para consumo, além de não passar pelo controle de qualidade sanitária, estava vencido ou era sobra do
envase do leite. A Operação Pasteur, que resultou em outros processos criminais, é um desdobramento de Operação Leite Compen$ado, do Ministério
Público Estadual, que desarticulou esquema de fraude na produção e distribuição de leite no Rio Grande do Sul.