Após o Lançamento do Grito de Alerta que aconteceu no dia 08 de fevereiro, no Centro Administrativo do Parque de Exposições de
Santa Rosa sindicatos continuam com a participação de diversas lideranças políticas, sindicais rurais e urbanos, cooperativistas, imprensa, agricultores, os
sindicatos da macro região continuam fazendo articulações com a sociedade buscando apoio para a mobilização e pressionar os deputados e senadores da
bancada gaúcha.
A mobilização será no dia 23 de Fevereiro de 2017 em Santa Rosa, com início às 09:30 hs na Praça
da Independência (Rua Dr. João Dahne), sendo organizada pelas 05 regionais sindicais de Santa Rosa, Missões I e II, Três Passos e Ijui, envolvendo 65
sindicatos em 77 municípios com apoio da Fetag – Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul.
O Grito de Alerta tem o lema:
ACORDA TRABALHADOR: O Governo quer tirar seus direitos: – Privilégios – Sonegação – Corrupção, estão acabando com a
Nação.
SINDICATOS SÃO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA RURAL, PORQUE:
• A Previdência Rural
não é deficitária. Ela está vinculada ao Sistema de Seguridade Social (artigos 194 e 195 da CF) que é financiado por diversas fontes de
contribuição, inclusive sobre a venda da produção rural, que dão sustentabilidade a todo o sistema e garante o pagamento dos benefícios.
• A Previdência Rural reflete a dinâmica produtiva da agricultura familiar e produz melhorias na qualidade de vida de milhares famílias no campo.
Além de garantir a subsistência das famílias, as aposentadorias rurais são utilizadas para investimentos na propriedade e contribuem de forma decisiva para a
permanência das famílias no campo e para a produção de alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros(as). A Previdência Rural também
cumpre o papel de seguro agrícola em situações de emergência e de calamidade no campo.
• A Previdência Rural é uma
importante política de distribuição de renda e de fortalecimento da comércio/economia local de mais de 70% dos municípios brasileiros. Mais de 2/3 do
valor total dos benefícios rurais são destinados a municípios com até 50 mil habitantes, o que corresponde a um volume de recursos na ordem de R$ 5,6
bilhões de reais/mês que são injetados mensalmente na economia desses pequenos municípios (dados de janeiro de 2016).
• O trabalho
rural é penoso e, atualmente, mais de 70% de homens e mulheres rurais já trabalham mais de 41 anos para ter acesso a uma aposentadoria no valor de um salário
mínimo. O aumento na idade de aposentadoria irá exigir desses trabalhadores(as) maior tempo de labor rural, em atividade penosa, o que lhes retira o direito a uma
aposentadoria digna. É importante destacar que o trabalho penoso reduz a capacidade de trabalho precocemente e a expectativa de vida.
• A expectativa de vida
dos trabalhadores e trabalhadoras rurais não é igual a dos(as) urbanos(as). Dados estatísticos da Previdência Social apontam que os trabalhadores rurais
aposentados e aposentadas por idade vivem menos que os aposentados urbanos, especialmente as mulheres aposentadas rurais que estão vivendo, em média, cinco anos a menos que as
mulheres aposentadas urbanas (IPEA, 2016).
• Os agricultores(as) familiares contribuem para a Previdência Social mediante uma alíquota incidente sobre
a venda da produção rural. Manter essa regra é necessário, pois se for exigido contribuição individual de cada membro da família para acesso
aos benefícios previdenciários, muitos agricultores(as) serão excluídos desse sistema protetivo já que a maioria não consegue ter renda mensal
devido a sazonalidade da produção rural e às condições climáticas que nem sempre permitem ao agricultor(a) obter renda proveniente da
produção.
Todos os Sindicatos estão se mobilizando colocando ônibus a disposição para as pessoas participarem da
mobilização. Por isso, procure o seu Sindicato para fazer a sua inscrição.
Para a coordenadora regional Genoveva Haas a atividade foi
uma demonstração que as lideranças presentes estão unidas para lutar contra esta reforma que ao nosso ver já é uma demolição da
previdência.