Em um julgamento que começou na sexta-feira (17) em Caçador, no Oeste, e avançou
pela noite, Marli Teles de Souza, de 48 anos, conhecida como a "Viúva Negra", foi condenada a 18 anos, 9 meses e 12 dias de reclusão pela morte do ex-marido, Rui
Dias de Oliveira, em 2014. O filho dela, Ulisses Souza de Oliveira, de 23 anos, foi condenado a 17 anos, 11 meses e 22 dias pela morte do pai. O regime é inicialmente fechado.
O G1 tentou contato com a defesa dos dois na manhã deste sábado, mas não conseguiu localizar os advogados de Marli e Ulisses. Ainda antes do fim do
julgamento, a RBS TV tentou ouvir a defesa, que não quis se pronunciar antes do resultado. Segundo a polícia, Marli também é investigada pela morte de outros
dois companheiros.
Os dois foram condenados por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes, como fraude processual, corrupção
de menores e tentativa de estelionato. De acordo com a a acusação, mãe e filho cometeram o crime para ficar com um seguro de vida de R$ 1,26 milhão. Segundo a
polícia, um outro filho dela, na época com 16 anos, teria sido cooptado para o crime.
A vítima, de 60 anos, foi encontrada morta dentro de uma
caminhonete na SC-350, em 25 de junho de 2014. A versão da família era que ele tinha sofrido um infarto e perdido o controle do veículo, em uma saída de pista. O
carro foi encontrado em um matagal. Segundo a acusação, porém, ele morreu em razão de uma combinação de remédios ministrados por
Marli.
Quase 20 dias depois, a polícia recebeu uma denúncia anônima informando que a vítima havia feito dois seguros de vida, cujo filho
era o beneficiado.
Um inquérito foi aberto e o laudo policial apontava vestígios de substâncias químicas que, segundo o delegado, ele
não havia feito uso anteriormente.
Desde 25 de novembro de 2014, Marli e o filho estão presos no Presídio de Caçador.
Outros casos
Conforme o tribunal, outros dois casos em que Marli é suspeita da autoria do crime ainda estão em
investigação, todos de ex-companheiros. Eles ainda podem ir à juri popular. Já um terceiro caso, ocorrido em 2000, foi arquivado por falta de provas.