Policiais federais realizam na manhã desta quinta-feira a 2ª fase da
Operação Manobra de Osler, que investiga pagamentos por exames e procedimentos desnecessários ou que sequer teriam sido feitos em uma clínica de Chapecó,
no Oeste catarinense, e outras duas de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Também são alvos da
operação as residências de administradores das empresas, em Chapecó e Curitiba. Segundo o Ministério Público, o volume de recursos destinados a
apenas uma dessas clínicas foi de quase R$ 3 milhões em 2016.
As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal, atendendo pedido do
Ministério Público Federal. A decisão da 1ª Vara Federal de Chapecó aponta a existência de indícios dos crimes de peculato, dispensa indevida
de licitação, falsidade ideológica e associação criminosa.
Essa nova etapa da operação decorre do aprofundamento
das investigações, iniciadas em 2015, a partir da análise dos elementos colhidos nas buscas e apreensões realizadas em novembro de 2016 na Secretaria Municipal
de Saúde, numa clínica de medicina hiperbárica, no Consórcio Intermunicipal de Saúde de Chapecó (CIS-AMOSC) e na residência e empresas dos
envolvidos.
Na ocasião, foi determinada a suspensão cautelar do exercício de qualquer função pública pela ex-
secretária de saúde de Chapecó Cleidenara Weirich (PSD), que foi a vereadora eleita mais votada da cidade em outubro e está impedida de assumir. A mesma
sentença foi dada ao então diretor executivo do CIS-AMOSC.