Um suspeito de 18 anos foi preso nesta terça-feira (7) pela morte da universitária Carla Bernardo Chagas, 20 anos,
ocorrida em janeiro deste ano em Erechim, no Norte do Estado. Ele admitiu o crime à Polícia Civil, e disse o ter cometido para roubar o smartphone.
Conforme o delegado Gustavo Ceccon, o preso é morador de rua e tinha como objetivo trocar o celular por crack. Ele conhecia a estudante, e a encontrou em uma distância
aproximada de 50 metros do apartamento da família, no Centro do município.
“A motivação para o crime foi a subtração
do celular da vítima. No primeiro momento, ela se negou a entregar o aparelho, quando o indivíduo desferiu duas facadas para levar o telefone, uma no abdome e outra no
pescoço”, relatou o delegado.
Carla e o suspeito se conheciam. Nas imagens de câmeras da região, os dois aparecem caminhando e conversando. O
delegado diz que no momento em que eles chegaram em uma área mais escura, ele atacou a universitária.
Embora os indícios de latrocínio, a
investigação vai apurar se o preso também tentou estuprar a estudante.
Crime chocou cidade
Carla estudava Farmácia na
Universidade Regional Integrada das Missões (URI) e não tinha antecedentes criminais. Pela forma que ocorreu, na região Central da cidade, o crime assustou os
moradores.
"Erechim tem a violência crescente, como em todo o Estado, mas nem se compara com Porto Alegre. Aqui é tranquilo. Esse crime nos surpreende
muito", destacou o delegado.
Em redes sociais, familiares de Carla lamentaram o assassinato.
"Hoje o sol não vai brilhar!
Nossos corações estão explodindo de dor. A menina 'gateira' nos deixou, foi florir outros campos! Que teu riso solto alegre esse céu cinzento de
hoje", postou uma prima da vítima no dia seguinte ao latrocínio.
O suspeito foi preso preventivamente, e não teve o nome divulgado.