Um corpo foi encontrado nesta quinta (2) enterrado na comunidade do Siri, no Norte da Ilha de Florianópolis, durante operação de
demolição de casas na região, informou a prefeitura, responsável pela ação. Segundo o comando da Polícia Militar, o corpo é de um
homem e estava enrolado em uma coberta e enterrado ao lado de uma casa no fim de uma servidão.
O corpo deve ser encaminhado para o Instituto Geral de
Perícias (IGP) para identificação e a Polícia Civil fica responsável por investigar o caso. O G1 tentou contato com a Delegacia de Homicídios da
Capital, sem sucesso até a publicação desta notícia.
Operação
A prefeitura iniciou
uma operação para a demolição de casas desocupadas na comunidade do Siri, no Norte da Ilha de Florianópolis, nesta quinta-feira (2). Ao todo, 35 casas
estão destinadas a ser demolidas, conforme o município.
Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura, a demolição envolve casas
desocupadas que foram construídas em área de proteção permanente. Já segundo a Polícia Militar, os imóveis selecionados pertenciam a
integrantes de um grupo criminoso, que abandonaram a região após conflito com rivais.
Ao todo, foram mobilizados mais de 50 policiais do Batalhão de
Operações Policiais Especiais (BOPE), Choque, Canil e Cavalaria para dar apoio às equipes da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis
(Floram) e Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), com cerca de 100 servidores.
Prefeitura, PM e moradores divergem sobre casas
Para
a PM, todas as casas destinadas a destruição eram de criminosos. "Fizemos uma varredura na área e a prefeitura entrou com as máquinas e está
retirando as casas que estavam desabitadas para evitar que marginais pudessem se apoderar", disse o Coronel Sinval Silveira Júnior.
"Nenhuma dessas
casas teve movimento de pessoas durante todo o período em que estamos aqui", complementou o coronel, ao afirmar que as casas estavam desocupadas.
Moradores da comunidade do Siri disseram à RBS TV que as casas foram abandonadas por medo da disputa entre grupos criminosos. Ainda segundo eles, os antigos moradores tinham
intenção de retornar aos imóveis.
Um dos moradores mostrou documentos que apontam que uma das casas destinadas a ser derrubada é do
filho dele, e está com as contas em dia. "Meu filho abandonou a casa por medo. Os policiais vieram para dar segurança para o povo? Que segurança é essa
demolir o suor das pessoas?", disse o homem.
Para a Floram, independentemente de pertenceram a traficantes ou não, as casas demolidas estão em
área de preservação permanente e, portanto, em situação irregular.