Imagens que circulam nas redes sociais mostram a agressão que um vereador de
Lontras, no Vale do Itajaí, sofreu em um posto de gasolina. Conforme a RBS TV, que divulgou o vídeo na segunda-feira (23), o próprio suspeito pediu para que um amigo
filmasse a violência.
Rivelino Kletemberg (PT), conhecido como Riva, foi ao posto abastecer o carro e saiu do veículo para ir até o caixa pagar a
conta, no sábado (14). Quando retornou, um homem partiu para cima dele, com tapas e socos. O vereador chegou a cair no chão.
Sem saber que estava sendo
filmado pela equipe da RBS TV, o suspeito disse que a agressão não teve ligação com política.
"É pessoal. Não
é nada de política. Não é nada", disse. Depois, questionado sobre o que o vereador teria feito para ele, afirmou que foi ameaçado. "Me ligou, me
ameaçando um dia, já na época da eleição. Eu tava pedindo voto pra outra vereadora".
Os dois assinaram um termo circunstaciado.
Uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 20 de março no Fórum de Rio do Sul.
Denúncias e
ameaças
Este é o segundo mandato de Riva. Ele diz que fez várias denúncias nos últimos quatro anos, mas passou a receber
ameaças em setembro de 2016, quando questionou os valores pagos pela prefeitura para fazer uma obra na rua em que ele mora.
O município pagou R$ 36 mil
para uma empreiteira para instalar uma tubulação de 500 metros de comprimento para a coleta de esgoto e da água da chuva.
"Passei a
receber ameaças: 'o que era meu tava guardado', que 'isso não ia ficar assim'", disse. o vereador.
A empreiteira que fez a obra
pertence a uma vereadora do município, que o suspeito foi cabo eleitoral. Riva afirma que não o conhecia e que jamais ligou para ele.
"Nunca briguei
com ninguém na rua. Sempre fiz meu trabalho de forma pacífica. O que me surpreende é: ao você fazer o teu trabalho de vereador, que de fato você recebe para
isso e dar o retorno à população que te elegeu e que te cobra a devida aplicação do serviço público, você tem que ser agredido. Acho
que não é bem o caminho. Se não for para o vereador fazer o papel dele, fecha a Câmara de Vereadores e economiza R$ 1,2 milhão todo ano".
De acordo com a atual administração, as empresas ligadas à família da vereadora receberam quase R$ 5 milhões da prefeitura nos
últimos quatro anos. A vereadora disse que por enquanto não vai se pronunciar sobre o caso.