A família de Guilherme de Menezes Garcia, de 26 anos, morto nos
Estados Unidos, recebeu na noite de quinta-feira (19) a confirmação de que conseguiu arrecadar mais de R$ 20 mil com uma campanha pela internet para trazer o corpo ao Brasil.
O objetivo da mãe e irmãs do jovem é fazer o sepultamento em Joinville, no Norte de Santa Catarina, onde a família mora.
"Ontem à
noite [quinta], tivemos a confirmação de que tínhamos reunido o dinheiro que precisávamos para trazer o Guilherme para casa. Alguns doadores colocaram os nomes,
outros se mantiveram anônimos, mas a imensa maioria era de gente que não conhecemos", emociona-se Fernanda, irmã do rapaz.
Até a
manhã desta sexta-feira, a família ainda desconhecia as causas da morte.
Velório
O brasileiro morava
em Fort Lauderdale, na Flórida, e foi encontrado morto no dia 12 de janeiro, por volta das 11h (14h, horário de Brasília) pelo sócio, com quem dividia a
casa.
Nesta sexta-feira (20), Guilherme deve ser homenageado por amigos nos Estados Unidos em um velório previsto para ocorrer das 18h às 20h,
horário local.
"Ainda não há data definida para a chegada dele ao Brasil, mas é provável que ocorra na próxima
semana, quando faremos o velório em uma capela mortuária do bairro Iririú, em Joinville, e o sepultamento no cemitério municipal", explicou Fernanda.
Caso
As informações sobre o caso foram repassadas à família por amigos que vivem nos Estados
Unidos.“Ele não estava doente. Entramos em contato com o consulado brasileiro, que disse só poder informar familiares pessoalmente. As autoridades americanas nos
disseram que um laudo com as causas da morte deve ser divulgado em até 12 semanas”, contou Fernanda.
A morte ocorreu exatamente um ano após os dois
filhos de Guilherme, que foram retirados do convívio dele pela Justiça americana, terem sido adotados oficialmente por outra família nos Estados Unidos.
O rapaz foi para os Estados Unidos aos 15 anos, na companhia da mãe. Natural de Porto Alegre, morou com a família em Chapecó, no Oeste catarinense, e em
Florianópolis.
Atualmente, tinha uma empresa do ramo da construção civil com um amigo.
Perda dos
filhos
Conforme Fernanda, Guilherme morreu exatamente um ano após a adoção definitiva dos dois filhos dele.
“Meu irmão teve um filho de 3 e outro de 5 anos, que foram tirados dele, porque a mãe, usuária de drogas, maltratava as crianças. Por um ano, elas ficaram
provisoriamente com uma família, e em 12 de janeiro de 2016, foram adotadas definitivamente”, contou.
A mãe de Guilherme disse à RBS TV que
suspeita que a morte tenha relação com a perda das crianças, já que nos últimos anos ele chegou a se envolver com drogas. “Eu sei que foi muita
coincidência, justamente no mesmo dia", disse Carla Menezes.
Segundo Fernanda, por se tratarem de crianças americanas, a família de
Guilherme não pode reivindicar a guarda. “Além disso, a mãe não queria que viessem para o Brasil, então não tivemos como lutar pelos meninos.
Agora, não podemos acessar nenhuma informação sobre eles, porque tudo é mantido pela Justiça sob sigilo”, lamentou.