No sábado (14) e domingo (15), foram registradas 6.665
ocorrências envolvendo águas-vivas no litoral de Santa Catarina. Segundo o Corpo de Bombeiros, em uma reunião no início da tarde desta segunda-feira (16), a
corporação decidirá se adota a sinalização com bandeira lilás em praias com ocorrências do gênero.
"Algumas
dessas ocorrências foram atendidas pelo Arcanjo e conduzidas ao hospital, principalmente, as vítimas que apresentam alergia muito forte, contraturas e principalmente o edema de
glote, que provoca até o bloqueio respiratório. O Corpo de Bombeiros vai continuar monitorando as ocorrências para decidir como atuar", disse o coronel Cesar de
Assumpção Nunes.
Somente no sábado, mais de 250 banhistas foram atendidos na praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, na Grande
Florianópolis, com queimaduras provocadas por águas-vivas.
Segundo os bombeiros, o helicóptero Arcanjo fez decolagens para a praia de Palmas para
atender dois casos de pessoas que tiveram choque anafilático. Elas foram encaminhadas a hospitais.
O aumento no número dos casos de queimaduras por
água-viva está relacionado ao aumento da temperatura da água no litoral catarinense. Elas estão em época de reprodução e alguns de seus
predadores naturais, como as tartarugas marinhas, estão em extinção.
O Sul do estado também tem enfrentado o problema. Na temporada
passada, entre Balneário Rincão e Passo de Torres, foram mais de 40 mil casos. No verão anterior, de 2014-2015, foram menos de 13 mil. Esse número já foi
alcançado neste início temporada na região.
Recomendações
Para fugir delas, os bombeiros pedem
para os banhistas perguntarem antes entrar se o mar está com muitas águas-vivas. Em caso de queimadura, a vítima deve procurar um posto de guarda-vidas
imediatamente.
Não se deve colocar água doce nem esfregar o local da queimadura. O recomendado é passar vinagre e fazer uma raspagem, conforme
os bombeiros.