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02/01/2017 | 15:44 | Praia Notícias | Geral

Moradores da Grande Florianópolis buscam tranquilidade longe da praia

Empresário de Palhoça há três anos não entra no mar, prefere ir ao sítio

Empresário de Palhoça há três anos não entra no mar, prefere ir ao sítio
Empresário de Florianópolis, na foto, com a mulher, prefere curtir o verão no sítio; há três anos não entra no mar (Foto: Kalebe Feldberg/Arquivo
Embora as praias de Florianópolis tenham atraído 1,9 milhão de turistas na temporada de 2016, segundo a prefeitura, alguns moradores não entram no mar há anos. Uma servidora pública, por exemplo, aproveita o verão na tranquilidade do sítio assim como um empresário da cidade que também prefere sua propriedade rural do que ir a um desses balneários.
A opção dos dois ocorre após sucessivos verões com longas filas no trânsito, no supermercado e para usar serviços em saúde e alimentação, por exemplo. Praias lotadas, com música alta, não fazem parte da agenda desses moradores.
O empresário Kalebe Feldberg, de 32 anos, há pelo menos três não entra no mar. Embora more em Palhoça, na Grande Florianópolis, onde fica uma das praias mais famosas do estado, a Guarda do Embaú, prefere aproveitar o tempo livre, com a mulher Raquel, de 25 anos, no sítio do casal em Alfredo Wagner, na mesma região.
Na propriedade, Feldberg construiu uma piscina de 22x4 metros que ficou pronta na metade de dezembro para receber amigos e curtir o verão com privacidade. Além disso, o local tem açudes para pesca e até mesa de sinuca.
“Meu pai tem uma casa em Itapema, mas toda a vizinhança é alugada por veranistas, então, tem muito barulho, sempre aquele clima de festa. No sítio, é o contrário, eu durmo tranquilo, acordo com o canto dos passarinhos, desligo da rotina”, conta.
“No sítio, temos também um aviário com faisões, pavões, nós também criamos cabritos, eventualmente, aparecem até tucanos e quatis, é lindo demais. Além disso, há uma cachoeira. Curtindo tudo isso, ao lado da minha mulher e dos meus amigos, não preciso de mais nada”, disse.
A servidora pública Iara Réus Magalhães, de 33 anos, há um ano comprou um sítio em Biguaçu, na Grande Florianópolis, onde busca descansar da rotina de trabalho com a família.
“Nem lembro quando fui à praia pela última vez, há dois anos, fui à Lagoa do Peri, mas agora não vou mais. Meu namorado e eu estamos tentando plantar ervas e hortaliças; gostamos do silêncio do sítio, da tranquilidade e da sensação de segurança que a vida rural nos dá. Lá temos mais privacidade, podemos levar as cachorras, é muito bom”, conta Iara.
Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, as praias de Florianópolis devem estar ainda mais cheias este ano, pois a cidade estima um aumento de turistas de até 20% na temporada 2017. Para Iara, o verão será bem diferente.
Nascida no bairro Trindade, ela estranha as alterações da cidade nos últimos anos. “O bairro perdeu a característica das residências familiares, por exemplo, que passavam de pai para filho. Tudo mudou muito com novos moradores, alguns vindos para a UFSC ou para a Academia de Polícia (instalados na Trindade)”, comentou.
“No sítio acordamos cedo, além de cultivar a terra, gostamos de preparar comidinhas e aproveitar a presença da família com tranquilidade. Lá, sinal de televisão e celular são difíceis, então, aproveitamos a natureza e a companhia das pessoas, é muito bom”, finaliza.
Fonte: G1
Empresário de Palhoça há três anos não entra no mar, prefere ir ao sítio
Foto: Iara Magalhães/Arquivo Pessoal
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